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O vice-presidente de engenharia, segurança e privacidade do Facebook, Pedro Canahuati, informou na tarde desta quinta-feira, 21, que, em janeiro, a companhia descobriu que senhas de milhões de usuários foram armazenadas em "formato legível" no sistema interno de armazenamento de dados da empresa, tendo em vista que o sistema é projetado "para sempre mascarar as senhas, usando técnicas que as tornam ilegíveis". Canahuati afirmou, ainda, que a questão foi resolvida, mas enfatizou que, por precaução, os usuários que tiveram o armazenamento da senha alterado serão notificados.

"Essas senhas nunca estiveram visíveis para pessoas de fora do Facebook e não encontramos nenhuma evidência de que alguém internamente violou ou acessou indevidamente essas contas", disse o executivo. De acordo com ele, a estimativa da companhia é de que serão notificados centenas de milhões de usuários do Facebook Lite, dezenas de milhões de usuários do Facebook e dezenas de milhares de usuários do Instagram.

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A Polícia Federal desenvolveu nos últimos anos uma metodologia de investigação para identificar os usuários da dark web, parte da internet cujo acesso é possível apenas com tecnologia que esconde a identificação do usuário. A utilização da dark web pelo dois atiradores para planejar o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, que terminou com dez mortos e 11 feridos, na quarta-feira, 13, é uma das linhas de investigação do Ministério Público de São Paulo.

O núcleo de investigações cibernéticas do MP paulista vai apurar se Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e o adolescente G.T.M., de 17 anos, responsáveis pelo ataque, mantiveram contatos em fóruns da dark web com pessoas que contribuíram no planejamento do crime ou no fornecimento das armas. A ação dos dois foi comemorada em um fórum localizado nessa parte da internet, que conta com um sistema de acesso específico que busca dificultar a identificação e os rastros dos seus usuários por meio de ferramentas como criptografia e embaralhamento de IPs, espécie de "CEP" do usuário na rede.

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O jornal O Estado de S. Paulo falou com investigadores e peritos com experiência nesse tipo de investigação que confirmaram se tratar de um tipo de apuração muito complexa. Segundo eles, não há anonimato na rede e é possível encontrar e identificar os criminosos que se escondem na dark web.

A principal dificuldade nesses casos, segundo relato de peritos criminais ao Estadão, é mapear a "infraestrutura" envolvida na hospedagem e armazenamento dos dados. Como o IP, responsável por identificar quem é o usuário da rede, fica sobreposto por várias camadas de "protocolos", é necessário um trabalho exaustivo para identificar os servidores em que as informações se encontram. Após o mapeamento, é necessário conseguir autorização para acioná-los. De posse da autorização judicial, começa, diz um investigador, a apuração tradicional.

Com a ajuda de ferramentas desenvolvidas pela própria PF, como o Iped, esses dados, normalmente em grandes quantidades, são espelhados e se dá início ao trabalho de análise.

Histórico

 

Em 2014, pela primeira vez na América Latina, a PF conseguiu mapear usuários da dark web que se valiam do anonimato para disseminar pornografia infantil. A operação batizada de Darknet resultou na prisão de 55 pessoas em 18 estados e no Distrito Federal. Além disso, os investigadores brasileiros conseguiram avisar outros cinco países - Portugal, Itália, Colômbia, México e Venezuela - sobre o envolvimento de seus cidadãos no esquema.

"Apesar da triste realidade de encontrarmos tantos abusadores, também é uma conquista para a sociedade a possibilidade de podermos investigar esses crimes", disse à época a delegada Diana Calazans Mann. "Poucas polícias no mundo obtiveram êxito em investigações na dark web, como o FBI, a Scotland Yard e a Polícia Federal Australiana", disse a PF em nota divulgada em novembro de 2016, após a segunda fase da operação.

O Facebook disse nesta sexta-feira (15) que rapidamente removeu o vídeo do ataque a mesquitas em Christchurch, Nova Zelândia, transmitido ao vivo pelo terrorista através da rede social, e ofereceu condolências às vítimas.

"A polícia nos alertou sobre um vídeo no Facebook logo após o início da transmissão ao vivo e rapidamente eliminamos as contas do Facebook e do Instagram do atirador, bem como o vídeo", afirmou o grupo no Twitter.

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"Também estamos eliminando qualquer elogio ou apoio a esse crime ou ao (s) atirador (es)", acrescenta o tuíte.

"Nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e a comunidade afetada pelos terríveis tiroteios na Nova Zelândia", afirma ainda.

Procuradores federais de Nova York iniciaram uma investigação sobre o compartilhamento de dados de usuários do Facebook com outras empresas, muitas vezes sem autorização, revelou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (13).

Segundo o jornal, um grande juri de Nova York exigiu oficialmente que "ao menos dois importantes fabricantes de smartphones" proporcionem informação sobre a investigação, que envolveria centenas de milhões de usuários.

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Facebook compartilha ou compartilhou um grande volume de dados de usuários com empresas de tecnologia, incluindo fabricantes de smartphones, através de "alianças" para compatibilizar sistemas operacionais e aplicativos.

A questão é se isto foi feito de maneira transparente com os usuários.

Consultado pela AFP, um porta-voz do Facebook declarou que "coopera com os investigadores e leva a investigação muito a sério (...), respondendo todas as perguntas".

Apenas nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio (FTC), a Comissão de Bolsa e Valores e o Departamento de Justiça investigam as práticas do Facebook envolvendo o compartilhamento de dados de usuários.

O Facebook informou nesta quinta-feira (7) ter fechado dezenas de contas falsas no Reino Unido e na Romênia que publicavam comentários de ódio político, um método comum de manipular a opinião pública nas redes sociais.

A empresa eliminou 137 contas no Facebook e no Instagram do Reino Unido de "ativistas de direita e antidireita", que costumavam mudar seus nomes e "operam contas falsas para se engajar em discurso de ódio e disseminar comentários divisórios em ambos os lados do debate político" no país, disse o Facebook em um texto postado em seu blog.

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"Estamos removendo essas páginas e contas com base em seu comportamento, não no conteúdo que publicaram", disse o chefe de segurança cibernética do Facebook, Nathaniel Gleicher.

"Em cada um desses casos, as pessoas por trás dessa atividade se coordenavam entre si e usavam contas falsas para dar uma imagem falsa de si mesmas e essa era a base de nossa ação", informou.

Esta é a última ação do Facebook para bloquear as atividades de manipulação pelo mundo. Antes, a rede social havia se concentrado em contas na Rússia e no Irã.

Gleicher relatou que a origem da ação foi uma investigação interna com a colaboração da polícia britânica e que o Facebook compartilhou suas descobertas com as autoridades.

Em uma operação separada na Romênia, o Facebook fechou 31 contas que publicaram notícias locais e questões políticas, incluindo "notícias do partido com assinaturas fictícias em apoio ao Partido Social-Democrata (PSD)".

A ação foi revelada um dia depois de o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmar que a rede social está pronta para se tornar uma plataforma "focada na privacidade" e na confidencialidade.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na quarta-feira, 20, que apresentará em maio um projeto de lei contra o ódio na internet. O Palácio do Eliseu, porém, deve criar primeiro uma lei que puna plataformas online de conteúdo antissemita e racista.

Em seguida, o governo quer intensificar a formação sobre o uso de redes sociais. Segundo o presidente, o país adotará a definição jurídica de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, que incorpora o antissionismo. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Deputados britânicos defenderam o reforço da regulamentação aplicada às redes sociais, em particular ao Facebook, para impedir a divulgação de notícias falsas, em um relatório publicado nesta segunda-feira.

"Precisamos de uma modificação radical da relação de forças entre estas plataformas e o público. A era de uma autorregulamentação inadequada deve chegar ao fim", afirmou Damian Collins, presidente da Comissão de Cultura, Digital, Mídia e Esporte na Câmara dos Comuns.

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"Os direitos dos cidadãos devem ser estabelecidos legalmente, exigindo a adesão das empresas de tecnologia a um código de conduta inscrito na lei pelo Parlamento e supervisionado por um regulador independente", completou.

Esta comissão parlamentar interrogou o Facebook por vários meses, no âmbito de uma investigação sobre o fenômeno das "fake news" e seu impacto em votações recentes no Reino Unido, em particular o referendo sobre o Brexit em junho de 2016.

"Empresas como o Facebook não deveriam estar autorizadas a comportar-se como 'gângsteres digitais' no mundo online", afirma o relatório.

Em mais de 100 páginas, o documento também pede ao governo britânico uma "investigação independente" sobre a "influência estrangeira", incluindo a russa, e a desinformação no referendo do Brexit, assim como nas eleições legislativas de 2017 e no referendo sobre a independência da Escócia em 2014.

O Facebook está envolvido em vários escândalos, como as acusações de interferência russa em sua plataforma na eleição presidencial americana de 2016, assim como o fato da empresa Cambridge Analytica ter explorado com fins políticos dados dos usuários da rede social sem que eles tivessem conhecimento.

Mark Zuckerberg decidiu comemorar o aniversário de 15 anos do Facebook de uma maneira que seus usuários conhecem bem: fazendo um longo texto sobre o assunto em seu perfil. Na primeira metade do texto, ele lembrou dos primeiros dias da rede social em Harvard, no qual conquistou dois terços dos estudantes em uma semana, passou pela abertura gradual para mais universidades até atingir a marca de 100 milhões de pessoas no seu quarto ano de operações.

"Aquela primeira década conectando as pessoas foi uma época empolgante. Muitas pessoas de fora desprezavam o que estava acontecendo, dizendo que era uma modinha ou algo inconsequente, mas para nós que usávamos esses serviços bem no começo era claro que algo especial e importante estava acontecendo", escreveu ele.

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O executivo, então, passou a enfatizar o fato de que o Facebook dá poder às pessoas para que não dependam de instituições hierárquicas, como governos. Também ressaltou como a rede social permitiu pessoas com gostos parecidos a se conectarem. Na parte seguinte, passou a falar dos assuntos polêmicos e dilemas que cercam a rede social, como o equilíbrio entre censura de conteúdo perigosos e liberdade de expressão, privacidade e compartilhamento de dados, saúde em tempos de conexão permanente e integridade de processos eleitorais.

E prometeu mais segurança. "Fizemos progresso real nessas questões e construímos os sistemas mais avançados do mundo para lidar com elas, mas ainda há muito mais a fazer", disse ele. "Neste ano, planejamos gastar mais em segurança do que toda a nossa receita gerada pela nossa oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), e a inteligência artificial exigida para administrar em larga escala conteúdo não existia até recentemente. Mas, enquanto as pessoas usam essas redes para modificar a sociedade, é crítico que continuemos fazendo progresso nessas áreas", completou.

Zuckerberg também defendeu a rede social das críticas. Disse que algumas pessoas lamentam a mudança na sociedade que substitui hierarquias tradicionais e que preferem exaltar o lado negativo do serviço. Segundo ele, os críticos acreditam que a mudanças de poder é danosa para a sociedade e a democracia. É a posição, por exemplo, do filósofo da computação Jaron Lanier, que diz que as redes sociais deixam a sociedade mais vulnerável.

"Acredito que tendência a longo prazo é que teremos uma sociedade mais aberta e responsabilizada", defendeu ele. "Os próximos 15 anos serão sobre as pessoas usarem seu poder para alterar a sociedade de formas que têm potencial para ser profundamente positiva nas próximas décadas", concluiu.

No começo do mês, o pesquisador de segurança Troy Hunt revelou que um vazamento, batizado de Collection #1, tinha exposto os e-mails de 773 milhões de pessoas e mais de 21 milhões de senhas. Em seguida, o pesquisador de segurança da informação Brian Krebs informou que existiam outros pacotes de credenciais, o Collection #2 até o Collection #5, que tinham até dez vezes o tamanho do vazamento original. Agora, diferentes pesquisadores de segurança da informação tiveram acesso e analisaram esses últimos quatro pacotes de dados. A conclusão é de que eles abrigam os nomes de usuários e senhas de 2,2 bilhões contas únicas, quase três vezes mais do que o primeiro pacote.

"Essa é a maior coleção de credenciais que já vimos", disse à revista Wired Chris Rouland, pesquisador de cibersegurança da empresa Phosphorus.io. Boa parte desses arquivos é velha, composta por material de outros vazamentos, como do Yahoo, LinkedIn e Dropbox. Esses dados já vinham circulando na internet em fóruns e programas de torrent - apenas uma fração seria inédita. Ainda assim, o Hasso Plattner Institute, na Alemanha, afirmou que 750 milhões das credenciais não faziam parte do seu catálogo de informações vazadas. Já Rouland 611 milhões de credenciais não faziam parte da Collection #1 - é comum que em grandes compilações de dados exista informação duplicada.

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Os pesquisadores também chamam a atenção para a livre circulação do material na internet. É comum que vazamentos inéditos sejam vendidos por valores altos na rede e percam valor conforme envelhecem, dando tempo para que seus proprietários ou empresas tomem ações para combater invasões. Segundo os pesquisadores, a fácil disponibilidade indica que as credenciais perderam apelo, mas não significa que não possam ser úteis para hackers menos habilidosos, que ainda podem tentar descobrir se as senhas e logins funcionam.

Rouland não revelou quais companhias foram afetadas pelo vazamento, mas disse estar tentando contato com elas e que também está aberto a conversar com representantes de empresas que acreditam terem sido afetadas.

Troy Hunt publicou em seu site - haveibeenpwned.com - uma ferramenta em que usuários podem checar se foram afetados pelo vazamento Collection # 1. O recurso também mostra se um e-mail já foi afetado em outras falhas de segurança, como a da rede social Myspace ou a do serviço de música Last.fm. A recomendação dos especialistas é que as pessoas troquem as senhas das contas caso elas estejam listadas na ferramenta de Hunt. Os pesquisadores da Plattner Institute em Potsdam criaram uma outra ferramenta para que usuários descubram se fazem parte do segundo pacote em diante.

O Google anunciou hoje (29) o desenvolvimento de um novo sistema de proteção para os usuários do navegador Chrome, que deve protegê-los de downloads automáticos indesejáveis. A tática, que é comum entre os criminosos para a instalação de agentes maliciosos sem o conhecimento de quem está à frente da tela do computador, deve ganhar agora um adversário à altura.

Uma das funções do projeto é justamente acabar com a prática conhecida como “download drive-by”. Um elemento HTML presente na página e capaz de autorizar downloads sem que o usuário tenha solicitado. Contra essa prática, o Google usará uma função de código aberto por trás do acesso ao navegador. 

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Atualmente, o Chrome já possui sistemas de segurança que impedem a invasão de arquivos maliciosos, assim como um procedimento que não impede a ativação de downloads automáticos, mas que notifica o usuário quando algo do tipo ocorre.  A ideia do novo recurso é fazer com que esses processos se tornem mais simples, de modo que o usuário sequer seja notificado sobre o bloqueio, com o registro ocorrendo somente no console do desenvolvedor.

De acordo com o Google, o novo recurso também não deve quebrar sites legítimos, afetando somente 0,002% das páginas acessadas pelos internautas. Os serviços reconhecidos poderão continuar efetuando downloads automáticos, uma vez que o Chrome usará tokens de autenticação para garantir a confiabilidade dos arquivos baixados.

Ainda não foi divulgada a data para a implementação do novo mecanismo de segurança, que deve ser ativado para todos os usuários ao mesmo tempo. Até lá, entretanto, é possível tomar medidas semelhantes, exigindo que o Chrome solicite permissão antes do download de qualquer tipo de arquivo.

Para isso, acesse as configurações do navegador e clique em “Avançado”. Na seção “Downloads”, marque a caixa “Perguntar onde salvar cada arquivo antes de fazer download”. Dessa forma, o Chrome fica proibido de baixar arquivos até que você escolha onde eles deverão ser armazenados.

O departamento de segurança nacional da Polônia prendeu um cidadão chinês funcionário da fabricante de smartphones Huawei por suspeita de espionagem. Segundo a agência estatal PAP, um polonês também foi detido.

"O cidadão chinês é um homem de negócios que trabalha para uma importante empresa de eletrônica, enquanto o polonês é conhecido no setor de negócios cibernéticos", declarou o vice-diretor dos serviços de inteligência, Maciej Wasik.

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As prisões foram efetuadas na última quinta-feira (10), e as autoridades também fizeram operações de busca nos escritórios da Huawei e da Orange - onde o polonês trabalhava. As empresas são duas das principais provedoras de comunicações da Polônia.

A TV pública local identificou o chinês como "Weijing W.", e o polonês como "Piotr D.". Este teria sido funcionário de alto escalão da Agência de Segurança Interna até 2011. Se condenados, eles podem pegar até 10 anos de prisão.

Por meio de uma nota, a Huawei disse que "cumpre todas as leis e regulações nos países onde opera e pede que cada funcionário" faça o mesmo. No ano passado, a diretora financeira da empresa chinesa, Meng Wanzhou, foi presa em Vancouver, no Canadá, a pedido da Justiça dos Estados Unidos.

Ela é acusada de violar as sanções americanas ao Irã e foi libertada mediante pagamento de fiança. A Huawei tem sofrido restrições em diversos países da Europa e nos EUA por suspeitas de falta de segurança em suas redes e em seus aparelhos.

Da Ansa

A Alemanha sofreu ontem um dos maiores ataques cibernético de sua história, que atingiu centenas de políticos, incluindo a chanceler Angela Merkel, além de artistas e jornalistas. O governo alemão qualificou de um "ato grave" contra as instituições democráticas e convocou uma reunião de emergência dos órgãos de ciberdefesa.

A porta-voz do governo, Martina Fietz, disse que nenhum "dado sensível" sobre Merkel, políticos ou membros do governo foi publicado. Mas, nos documentos divulgados ontem há e-mails enviados à chanceler e até uma carta.

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Segundo a imprensa alemã, os hackers publicaram dados que incluem detalhes bancários e de cartões de crédito, números de telefones celulares, conversas por e-mail e documentos de identidade de políticos de todos os principais partidos do país, exceto da Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita. Os partidos foram notificados do ataque e iniciaram as próprias investigações.

O vazamento de dados foi orquestrado a partir de uma conta no Twitter que tinha cerca de 17 mil seguidores no período de Natal, mas o governo só divulgou a informação ontem. "O governo não tem como confirmar ou negar neste momento se houve um ataque cibernético como já aconteceu no país", informou o porta-voz do Ministério do Interior, Sören Schmidt.

O Gabinete de Segurança de Computadores (BSI, na sigla em alemão) afirmou no Twitter que foi "um ciberataque contra políticos" e explicou que está "investigando intensamente o assunto com a estreita coordenação das autoridades". No ano passado, políticos disseram que uma potente invasão atingiu a rede de computadores do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha.

Rússia

Funcionários da área de segurança do governo culparam a Rússia pelas ações anteriores, incluindo o grupo de hackers APT28 que, segundo especialistas, está diretamente ligado a uma agência russa de espionagem. Especialistas acreditam que esse mesmo grupo estava por trás dos ataques durante a eleição presidencial dos EUA, em 2016.

"O vazamento dos dados de centenas de políticos da Alemanha é algo alarmante, mas, ao mesmo tempo, não é surpreendente", disse Mike Hart, da empresa de segurança online FireEye. "Quem quer que seja o responsável, pretende intimidar os políticos, mas não terá sucesso", disse Lars Klingbeil, secretário-geral do Partido Social-Democrata (SPD), membro da coalizão de Merkel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (com agências internacionais)

Uma cidade completamente monitorada por câmeras interligadas aos serviços essenciais voltados a seus cidadãos, como saúde e segurança, pode parecer possível apenas em roteiros hollywoodianos, mas esse 'filme' parece mais próximo da realidade que isso. Empresas como a Oi estão trabalhando para trazer esse tipo de serviço ao Brasil e tal tecnologia já tem sido até mesmo utilizada em eventos de maior porte como a Copa do Mundo e a Comic Con Experience 2018 (CCXP) que acontece até o próximo domingo (9), na cidade de São Paulo.

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Para a CCXP, a Oi montou um aparato de segurança digital com as últimas novidades no que diz respeito a soluções de segurança e gestão integrada de serviços. Rádios com câmeras acopladas, interligados a um sistema de rede, conseguem captar toda a movimentação da feira sendo capaz de localizar e reconhecer rostos, dentro de uma multidão, com precisão quase cirúrgica. Estes equipamentos foram usados no resgate do time de futebol juvenil que ficou preso em uma caverna na Tailândia, em julho deste ano. A plataforma também é programada para reconhecer comportamentos suspeitos e fazer leitura de placas e padrões. 

A tecnologia de 'cidades inteligentes' trazida ao Brasil pela Oi em parceria com a empresa chinesa Huawey, já é usada em países da Europa, Ásia e América Latina. O projeto da empresa de telecomunicações é implantar a solução no Brasil fazendo uso de sua rede 4G já existente, porém em uma 'banda' exclusiva que será acessível apenas pelos serviços federais.

Um adolescente de 16 anos foi apreendido na última segunda-feira (19) acusado de usar CPFs de outras pessoas para fazer compras na internet. O menor contou para a polícia que era hacker e aplicava golpes desde que tinha 13 anos usando um programa que ele mesmo criou.

O caso ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. A polícia realizou a apreensão após uma denúncia anônima.

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Na casa do adolescente, os policiais recolheram um notebook, computador, televisão, réplica de fuzil, impressora, roupas e várias encomendas lacradas.

O Instagram notificou alguns usuários sobre uma falha de segurança que pode ter exposto suas senhas. Ironicamente, a falha de segurança foi causada por uma ferramenta introduzida pelo Instagram em abril deste ano que permite aos usuários saber quantos dados pessoal o site havia coletado. As informações são do site The Information.

Chamada de "Download Your Data", a ferramenta foi introduzida para ficar de acordo com as novas regulações europeias sobre privacidade de dados e satisfazer os usuários preocupados com a sua segurança nas redes. Segundo o site, algumas pessoas que utilizaram o recurso tinham suas senhas incluídas na URL de seu navegador web e os dados eram armazenados nos servidores do Facebook, proprietária do Instagram.

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Em comunicado, o Facebook garantiu que o problema atingiu um pequeno número de pessoas e que todas já foram notificadas a respeito do ocorrido. O Facebook também disse que os dados foram apagados e a brecha de segurança reparada. Quem não recebeu contato sobre o tema não teve a senha exposta.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta quinta-feira (15) a criação de uma "corte de apelação independente" que decidirá sobre conteúdos controversos e se estes podem permanecer on-line ou não. O anúncio foi feito durante uma teleconferência para abordar uma nova polêmica que envolve o grupo e uma empresa de relações públicas.

Para além dessa nova polêmica, Zuckerberg e sua equipe anunciaram ter aumentado a capacidade da rede social de detectar "mensagens de ódio" de qualquer tipo. O Facebook é regularmente acusado de não fazer o suficiente para suprimir mensagens e reconhece, por exemplo, que foi lento demais para reagir à propaganda do Exército de Mianmar em seu site contra a minoria dos rohinyas.

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"Cheguei à conclusão de que não deveríamos tomar tantas decisões sobre liberdade de expressão ou segurança", disse Zuckerberg. Os conteúdos controversos detectados através da inteligência artificial ou porque são reportados pelos usuários são revisados através de um sistema interno.

Mas uma espécie de "tribunal de apelação" independente, que deveria ser estabelecido no ano que vem, será responsável por decidir em casos de litígio. A composição da corte, assim como seu grau de independência, em concordância com os princípios que guiam o Facebook, serão determinados nos próximos meses.

A partir do ano que vem o Facebook vai publicar um relatório a cada três meses sobre o conteúdo eliminado do site. A frequência é equivalente à da publicação de resultados financeiros e uma forma de demonstrar que a empresa leva o assunto a sério.

"Conseguimos avanços na eliminação do ódio, da intimidação e do terrorismo da nossa rede", disse Zuckerberg, mas "devemos encontrar o equilíbrio entre dar voz às pessoas e nos assegurarmos de que estão seguras".

Câmeras do tipo "smart" serão utilizadas para monitorar uma área do parque arqueológico do Coliseu, em Roma. Essa medida é uma das aplicações do acordo tecnológico assinado em maio deste ano entre a Acea, multiserviços italiana de tecnologia, e a grande chinesa das telecomunicações Huawei. A empreitada foi renovada nesta quarta-feira (7) em uma convenção organizada pela Huawei na capital italiana.

O projeto, que será coordenado pelo Ministério dos Bens Culturais, tem como objetivo o monitoramento inteligente de uma zona delimitada através de câmeras tecnologicamente avançadas e de alta definição, que garantirão maior segurança ao patrimônio histórico-artístico do parque. "A renovação do acordo tecnológico permitirá prosseguir com o roadmap (roteiro de desenvolvimento) a fim de executar projetos para uma cidade mais segura e inteligente", disse Francesco Del Pizzo, diretor de infraestrutura da Acea. Para Thomas Miao, diretor executivo da Huawei Italia, o projeto será "benéfico tanto para os cidadãos de Roma quanto para os turistas que a visitam".

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O acordo, que promoverá a digitalização do parque arqueológico, segundo Miao, criará mais serviços, oportunidades e segurança para os cidadãos, além de tornar a administração pública mais eficiente. As câmeras inteligentes são capazes de extrair informações específicas das imagens, além de tomar decisões em um sistema automatizado, e até podem gerar descrições de eventos. Esse conceito tecnológico é cada vez mais discutido na criação das smart cities ou cidades inteligentes.

Da Ansa

O Vaticano anunciou a criação do Observatório Internacional do Cyberbullying (ICO, na sigla em inglês), que será apresentado oficialmente no primeiro congresso mundial sobre a relação entre jovens e a internet, previsto para a primavera europeia de 2019, em Castel Gandolfo, na Itália.

A iniciativa responde a diversos apelos lançados pelo papa Francisco sobre o bem-estar dos menores de idade na web.

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Detalhes do projeto serão antecipados na próxima quinta-feira (8) pelos promotores do observatório, a Fundação Scholas Occurrentes e a Fundação Carolina. Durante a coletiva serão exibidos os primeiros dados sobre a experiência digital dos estudantes, elaborados pelo comitê científico do ICO.

A Scholas foi fundada por Jorge Bergoglio quando ele era arcebispo de Buenos Aires e promove o direto à educação através de uma rede internacional que une estudantes de mais de 440 mil escolas.

Já a Fundação Carolina atua na proteção dos menores na web, em memória de uma vítima de cyberbullying na Itália, Carolina Picchio, que se suicidou aos 14 anos, após a divulgação de um vídeo que a mostrava bêbada.

Da Ansa

Se você receber um email inesperado dos Correios desconfie. Um novo golpe está utilizando o nome da empresa responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondências no Brasil.

O alerta foi feito pela empresa de segurança Trend Micro. Conforme os pesquisadores, criminosos estão distribuindo um malware através de e-mails falsos sobre entregas de encomendas.

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O falso email trata sobre uma tentativa malsucedida de entrega no endereço do usuário. A infecção ocorre caso a pessoa clique no link, que redireciona para uma página onde será feito um download de um arquivo compactado no formato ZIP, e abra o ficheiro baixado.

Essa é mais uma tentativa de phishing, fraude que tem como objetivo a pesca de informações importantes, através de mensagens falsas de e-mail, SMS ou por meio de redes sociais.

Usuários do YouTube relataram nas redes sociais que enfrentaram problemas para acessar o serviço nessa segunda-feira (29). Segundo eles, a plataforma exibia uma mensagem de erro exigindo o pagamento para reproduzir vídeos que são gratuitos.

Além do pagamento, os internautas também denunciaram outro problema. Uma mensagem explicava que a falha na reprodução do conteúdo estava relacionada a um erro no servidor. De acordo com dados do Down Detector, os problemas foram concentrados principalmente na Costa Leste dos Estados Unidos. 

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Através do Twitter, a empresa reconheceu o problema e garantiu ter corrigido a falha. “Se você viu uma mensagem de erro enquanto assistia a um vídeo no YouTube ou no YouTube TV, o problema foi corrigido. Agradecemos seus relatórios”.

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