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Quando a Lua está cheia e em seu perigeu (Superlua), ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante ao ser vista da Terra do que no momento do apogeu. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

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Quem observar o céu na noite desta quarta-feira (20) poderá contemplar a última "superlua" do ano. O único satélite natural da Terra estará visivelmente maior e mais brilhante do que o normal, na América do Sul e Norte, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos.

Essa é a terceira superlua do ano, as anteriores puderam ser vistas em 19 de fevereiro e 21 de janeiro. O fenômeno acontece porque a Terra e a Lua se alinham, criando um eclipse lunar total. O melhor horário para observar o fenômeno será a partir das 22h. 

A Lua atinge seu perigeu, que é o ponto mais próximo do planeta, podendo aparecer até 14% maior e 30% mais brilhante que o normal. Já o ponto mais distante é chamado de apogeu, quando ocorre a chamada "microlua".

A primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou nesta quarta-feira que continua "determinada" a concretizar o Brexit, horas depois de solicitar a seus sócios da União Europeia um adiamento de três meses para alcançá-lo.

Espero "que os deputados encontrem uma maneira de respaldar o acordo que negociei com a UE", afirmou em pronunciamento especial televisionado, referindo-se à proposta que os membros do Parlamento já rejeitaram em duas ocasiões.

A Finlândia é, pelo segundo ano consecutivo, o país mais feliz do mundo, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira, enquanto o Sudão do Sul, mergulhado na guerra, ocupa o último lugar.

O Brasil, por sua vez, aparece na 32ª posição no ranking.

A Finlândia, o país dos 190.000 lagos e conhecido por suas florestas e saunas, está à frente da Dinamarca (2º lugar), seguido por Noruega, Islândia, Holanda, Suíça, Suécia, Nova Zelândia e Canadá, segundo a classificação de 2019 do "World Happiness Report".

Os países que ocupam os primeiros lugares cumpriram os principais indicadores e são caracterizados pela estabilidade de sua sociedade.

A metodologia utilizada consiste em pedir a uma amostra de pessoas de 156 países diferentes que responda a uma série de perguntas sobre a percepção da sua qualidade de vida em uma escala de 0 a 10.

Apesar das mudanças políticas relacionadas ao Brexit, o Reino Unido ganhou quatro posições na classificação de 2019 e está agora na 15ª posição.

Os Estados Unidos continuaram a cair para o 19º lugar.

"O relatório deste ano fornece evidências que nos levam a refletir sobre como os vícios causam muito sofrimento e depressão nos Estados Unidos", disse o professor Jeffrey Sachs, um dos autores do relatório.

O Sudão do Sul está em último lugar. A ONU declarou recentemente que 60% da população está ameaçada pela fome, enquanto o país está no meio de uma guerra civil que matou 400 mil pessoas.

O Iêmen, o Afeganistão e a República Centro-Africana, também em guerra, estão na parte inferior do ranking.

A publicação coincide com o Dia Mundial da Felicidade, estabelecido pela ONU e celebrado em 20 de março.

Os autores do relatório sugerem que a felicidade no mundo recuou, o que pode estar relacionado nos últimos anos a sentimentos negativos como "preocupação, tristeza e raiva, particularmente presente na Ásia e na África, e mais recentemente em outros lugares", segundo o relatório.

O estudo também faz referência às conquistas e evolução dos países desde 2005. Entre os 20 que mais avançaram, metade está na Europa central e oriental, cinco na África Subsaariana e três na América Latina.

Os cinco principais retrocessos desde 2005 foram registrados no Iêmen, Índia, Síria, Botsuana e Venezuela.

O presidente Donald Trump defendeu nesta quarta-feira seu uso intensivo do Twitter explicando que essa era a melhor maneira de evitar "os meios de comunicação corruptos e desonestos".

"O Twitter é a forma em que posso transmitir minha mensagem já que a mídia é corrupta", afirmou o presidente aos jornalistas no jardim da Casa Branca, antes de voar para Ohio.

"Nossos meios de comunicação são desonestos, a maioria deles", insistiu Trump na coletiva.

"Não informam os fatos", acusou ainda.

Referindo-se a seu uso do Facebook, Instagram, Twitter, acrescentou: "Esta é uma maneira de eu transmitir uma mensagem honesta porque existe muita desonestidade entre as mídias Fake News", arrematou.

A conta de Trump no Twitter [@realDonaldTrump] tem quase 60 milhões de seguidores.

Cartas de amor para um filho assassinado e mensagens de solidariedade. Depois da matança em duas mesquitas que deixou 50 mortos, os habitantes da cidade neozelandesa de Christchurch expressam seus sentimentos em uma tela em branco.

Depois do ataque, um fotógrafo da AFP pediu a quem quisesse que escrevesse uma mensagem em uma tela branca. Depois de registrar a imagem, o quadro era passado para que outra pessoa pudesse seguir o mesmo ritual.

John Milne escreveu para seu filho, de 14 anos: "Sayyad, Sayyad Sayyad, corajoso leão caçador". E lembrou seu nascimento complicado: "meu pequeno que teve que lutar para viver desde o começo".

O sonho do adolescente - conta seu pai à AFP - era ser goleiro do Manchester United. O menino abraçou a fé de sua mãe e era muito praticante. Toda a sexta-feira ia à mesquita Al-Nur, a primeira das duas atacadas por um supremacista branco.

Milne poderia ter perdido outro filho nesse dia, relata ele, porque Shuayb, o irmão mais novo de Sayyad, iria acompanhá-lo à mesquita, se não tivesse uma excursão do colégio.

Sayyad foi "executado", afirma, resumindo o pouco que sabe do assassinato do filho. "Ele caiu no chão e morreu, provavelmente após ter sofrido um tempo. As pessoas que fugiram nos contaram que o viram no chão da mesquita junto com todos os corpos".

Milne está convencido de que o assassino, o extremista australiano Brenton Terrant, não conseguirá semear o ódio entre as diferentes religiões.

"Na sexta-feira passada, um homem que acreditava (...) que ia destruir fez completamente o contrário", afirmou. "Agora está em um buraco infernal" e "não sabe nada do amor, da alegria".

Muitas das mensagens escritas no quadro branco são de unidade.

"Amo a Nova Zelândia. Estamos Unidos", escreveu Zeynia, cujo marido Abas recebeu o impacto de uma bala no pulmão.

"Não há lugar para o ódio" é a mensagem de Atish, um muçulmano de 38 anos.

Sandy McGregor escreve chorando: "é trágico saber que não veremos nunca mais esses rostos magníficos".

Russell Falcome-Price tem dificuldade para explicar o que sente. "Não tenho palavras", limita-se a dizer.

John Milne guardou a tela branca. As mensagens de solidariedade o reconfortam, mas nada lhe devolverá seu filho.

Ele o viu sair de casa na sexta-feira. Gostaria de tê-lo abraçado. "Deveria tê-lo abraçado e dito que o amava. É isso que as pessoas têm que fazer: dizer 'te amo'".

Sua carta termina com estas palavras: "Sayyad te amamos. Sentimos sua falta. Obrigado por ser quem você é".

Luggard tinha apenas cinco meses quando chegou ferido por duas balas, uma delas danificou seu fêmur posterior direito. Para o bebê elefante era difícil acompanhar o ritmo da manada no parque nacional de Tsavo, no Quênia.

"Já era muito tarde para uma cirurgia", conta Edwin Lusichi, chefe dos guardas do orfanato para elefantes do Fundo Sheldrick para a Fauna Selvagem (SWT) de Nairóbi, onde Luggard encontrou refúgio e se recupera de suas feridas.

O filhote de elefante, que atualmente tem três anos, manca em razão de sua pata deficiente, mas que não o impede de correr com entusiasmo todas as manhãs, com outros vinte companheiros órfãos, quando chega a hora da comida.

Os pequenos elefantes se apressam sobre as mamadeiras gigantes com uma mistura de leite em pó para humanos, água e vitaminas, uma receita desenvolvida pelo centro para substituir o leite materno.

Cada um dos elefantes do orfanato tem uma história única. "Quando os acolhemos, alguns tinham apenas alguns dias de vida", conta Kirsty Smith, administradora do SWT.

Larro, de 10 meses, é a elefanta mais jovem do centro. Quando a encontraram errava sozinha na reserva de Masai Mara, aparentemente após um violento encontro entre a sua família e moradores da região.

"Às vezes, os elefantes entram nas propriedades, nas fazendas. As pessoas batem neles para espantá-los e, durante o confronto, [os bebês] acabam separados de suas famílias", explica Lusichi.

Os filhotes de elefante não podem sobreviver sem suas mães. O desmame acontece entre os 5 e 10 anos, e só se tornam adultos aos 18.

- Cicatriz -

Um elefante pode viver até os 70 anos, mais muitos morrem de forma prematura.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a cada ano na África cerca de 20.000 elefantes são mortos, principalmente por caçadores atrás de suas presas de marfim.

O comércio ilegal de marfim é motivado pela demanda na Ásia e Oriente Médio, onde é usado na medicina tradicional e para ornamentação.

"Matam um elefante apenas por suas presas!", indigna-se Lusichi ao contar a história de Enkesha, de dois anos.

"Veja a sua trompa... Estava presa em uma armadilha", explica, indicando que a filhote quase perdeu esse membro, com o qual se comunicam, respiram e levam comida e água até a boca.

Agora, após uma longa reeducação, a jovem paquiderme consegue usar sua trompa - que tem uma impressionante cicatriz - quase normalmente

Os elefantes podem ficar até os três anos no orfanato, onde são alimentados a cada três horas e dormem em cercados individuais, cada um acompanhado por um guarda.

"É como passar a noite no quarto de um bebê humano", explica um deles, Julius Shivegha, de 43 anos.

"Devemos garantir que estão vem corbetos", conta.

Durante o dia, os guardas acompanham os jovens elefantes em passeios pela savana e preparam um banho de lama no qual adoram fazer bolhas com suas trompas.

- Mimos e futebol -

"Às vezes brincamos de futebol com eles", assegura Shivegha. "Às vezes lhes fazemos um mimo. Alguns tentam o tempo todo pegar nossas mãos ou usar nossos dedos como chupeta. Tudo isso nos aproxima muito deles [...] somos como suas mães".

Ao sair do orfanato, a maioria dos elefantes vai para um dos três centros de reintegração situados no parque nacional de Tsavo (sudeste), onde passam vários anos aprendendo a viver sem os humanos até serem capazes de se juntar a uma manada.

Para os elefantes deficientes, como Luggard, o DSWT criou um santuário na floresta de Kibwezi, perto do parque de Tsavo, lonha das residências humanas e onde a água e os alimentos são abundantes durante todo o ano.

Em 42 anos de existência, o SWT recebeu 230 elefantes, entre os quais mais de 120 vivem agora em liberdade e tiveram cerca de 30 filhotes, segundo Smith.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, solicitará à União Europeia (UE) um adiamento curto, no máximo de três meses, da data do Brexit, fixada para 29 de março - informou uma fonte de Downing Street.

"A primeira-ministra não pedirá um adiamento longo", disse a fonte à imprensa. "Há motivos para dar ao Parlamento um pouco mais de tempo para chegar a um acordo sobre o caminho a seguir, mas a população deste país está esperando há quase três anos".

"As pessoas estão cansadas com a incapacidade do Parlamento de tomar uma decisão e a primeira-ministra compartilha sua frustração", completou.

O governo britânico pretende, assim, solicitar uma prorrogação curta, que pode seguir até o fim de junho ou início de julho, momento em que será formado um novo Parlamento Europeu após as eleições de maio.

Na terça-feira, o porta-voz de May indicou que ela pretendia escrever a Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu sobre uma extensão do Artigo 50 do Tratado da União Europeia, em virtude do qual o país deveria sair do bloco dentro de nove dias.

De Bruxelas, um funcionário europeu de alto escalão afirmou nesta quarta de manhã que ainda não haviam recebido a carta de May.

"Não recebemos uma carta da primeira-ministra May. Não recebemos a solicitação do Reino Unido sobre a prorrogação (...) de nenhuma outra forma", declarou essa mesma fonte, por volta das 9h30 GMT (6h30 em Brasília).

Os outros 27 países-membros devem concordar com a prorrogação por unanimidade. Alguns já advertiram que, para aprovar a medida, querem saber qual é o propósito da premiê.

O negociador europeu Michel Barnier alertou na terça-feira que "uma prorrogação é uma extensão da incerteza". "Tem um custo político e econômico", recordou.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta quarta-feira que não espera uma decisão sobre o Brexit na reunião de cúpula da UE que acontecerá na quinta-feira e sexta-feira em Bruxelas.

Se Londres não conseguir o adiamento, a "opção padrão" seria uma saída "dura", pois o acordo negociado entre o governo britânico e as autoridades europeias foi rejeitado duas vezes pelo Parlamento de Westminster.

O governador da região italiana de Friuli Veneza Giulia, Massimiliano Fedriga, que é contra a obrigatoriedade de vacinação para crianças em idade escolar, foi internado após ter contraído catapora.

A doença é uma das 12 que são cobertas pelo calendário de vacinas compulsórias do sistema público na Itália, cujo governo impede bebês e crianças sem a imunização em dia de frequentarem creches e escolas infantis.

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A medida enfrenta resistência do partido ultranacionalista Liga, ao qual pertence Fedriga e que exige o fim da obrigatoriedade. A revogação, no entanto, depende de aprovação no Parlamento e de um acordo com a outra legenda da base aliada, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

"Felizmente, estou bem, já passou. Os médicos me internaram e me mantiveram sob observação por quatro dias", declarou Fedriga na semana passada, após receber alta do Hospital de Údine. O governador, no entanto, garantiu que não é contra as vacinas, mas sim contra a obrigatoriedade imposta pelo Estado.

"Vacinei meus dois filhos, e eu mesmo tomei todas as vacinas previstas na época. Passaram-se 35 anos, e eu peguei catapora, provavelmente no avião. Nada de grave, mas o contágio confirma a posição que eu sempre tive: vacinar-se é oportuno para todos, mas a obrigação imposta pelo Estado não funciona", declarou.

Segundo ele, é errado "excluir" crianças em função das "convicções de seus pais". A doença de Fedriga ganhou dimensão em função de um post no Facebook do imunologista Roberto Burioni, defensor intransigente da obrigatoriedade na vacinação.

"Os tons frequentemente são exaltados, mas lembre-se de que, se o vírus tivesse contagiado não você, mas uma criança com transplante, provavelmente estaríamos aqui chorando sua morte; se tivesse contagiado uma mulher grávida, estaríamos frente a uma criança malformada ou a um aborto. O único modo que temos para evitar essas tragédias e nos vacinar", escreveu Burioni.

A Itália teve recentemente um surto de sarampo, principalmente em função da queda da cobertura da vacinação. Por causa disso, o governo anterior, de centro-esquerda, aprovou uma lei que torna as vacinas obrigatórias para crianças em idade escolar, cobrindo doenças como poliomielite, rubéola, catapora, meningites B e C, hepatite B, difteria e tétano.

Da Ansa

A lua vai parecer maior nesta quarta-feira (20) na América do Sul e Norte, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos. É a chamada “superlua”. Será a terceira do ano, as anteriores puderam ser vistas em 19 de fevereiro e 21 de janeiro.

O fenômeno é possível porque a Terra e a Lua se alinham, criando um eclipse lunar total. A lua cheia estará no ponto mais próximo da Terra em sua órbita, chamada de perigeu.

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No perigeu, a lua parece um pouco maior e mais brilhante da nossa perspectiva na Terra, daí a referência como "superlua", segundo a Nasa. O melhor horário para observar o fenômeno será a partir das 22h.

A polícia holandesa prendeu na terça-feira (19) um novo suspeito de ter participado do ataque contra um bonde na cidade de Utrecht, que deixou três mortos e cinco feridos. As únicas informações da polícia é que se trata de um homem de 40 anos.

Os outros homens que haviam sido presos na segunda-feira (18), ambos jovens de 23 e de 27 anos, foram libertados ontem por falta de provas.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um refugiado sírio e seu filho foram enterrados nesta quarta-feira (20) na Nova Zelândia, nos primeiros funerais de vítimas do atentado contra duas mesquitas em Christchurch.

Centenas de pessoas, principalmente muçulmanas, se reuniram na manhã desta quarta-feira em um cemitério próximo à mesquita de Linwood, o segundo alvo do ataque da sexta-feira (15), quando um supremacista branco australiano armado com um fuzil de assalto matou 50 fiéis.

A multidão se despediu de Khalid Mustafa, 44 anos, e de seu filho Hamza, 15. A família Mustafa chegou à Nova Zelândia no ano passado como refugiada da guerra civil na Síria.

Zaid, 13 anos, outro filho de Mustafa, foi ferido no ataque mas sobreviveu e hoje assistiu ao enterro em uma cadeira de rodas. O refugiado afegão Abdul Aziz, que enfrentou o atirador na mesquita de Linwood, também compareceu ao enterro.

A dor pela perda dos entes queridos foi ampliada pelo fato de que as autoridades não entregaram os corpos no prazo de 24 horas para o enterro, como determina a tradição muçulmana.

Até o momento, apenas seis corpos das 50 vítimas foram liberados pelas autoridadesAs autoridades afirmam fazer o possível para acelerar as autopsias e a identificação das vítimas.

O comissário Mike Bush explicou que o processo é lento diante da necessidade de identificar os corpos e a causa da morte sem qualquer dúvida, para não prejudicar o processo judicial. "Seria imperdoável entregar a uma família o corpo incorreto". Até o momento foram identificadas 21 vítimas, assinalou Bush.

A primeira-ministra Jacinda Ardern visitou nesta quarta-feira o colégio Cashmere, onde estudavam Hamza, Zaid e outra vítima, Sayyad Milne, de 14 anos. Ao ser perguntada por um aluno sobre como se sentia, Ardern respondeu: "Estou triste".

O supremacista branco australiano Brenton Tarrant matou os 50 fiéis nas duas mesquitas alegando lutar contra o que considera "invasores" muçulmanos e contra o islamismo radical.

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison anunciou nesta quarta-feira que convocará o embaixador turco em Canberra pelas declarações "muito ofensivas" do presidente Recep Tayyip Erdogan sobre os ataques.

Erdogan apresentou os ataques perpetrados pelo australiano como um atentado à Turquia e ao Islã e advertiu os antimuçulmanos daquele país que eles sofrerão o mesmo destino que os soldados de Gallipoli - uma sangrenta batalha da Primeira Guerra Mundial.

Gallipoli foi uma batalha da Primeira Guerra Mundial em que os otomanos deram uma sangrenta derrota a uma força aliada composta basicamente de australianos e neozelandeses.

"O presidente turco Erdogan fez declarações que considero muito ofensivas para os australianos e muito insensatas nesta delicada situação", declarou Morrison.

"Espero e pedi que esclareçam estes comentários, que se retratem", disse Morrison, avaliando que as declarações sobre a Austrália e sobre a resposta da Nova Zelândia ao ataque às mesquitas foram "infames".

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou nesta terça-feira as redes sociais, incluindo o Twitter, sua mídia favorita, de "discriminação" contra usuários de direita.

"Parece que se alguém é conservador, se um é republicano, em certo grupo, há discriminação. Eu vejo isso no Twitter e no Facebook", disse Trump na coletiva de imprensa conjunta com Jair Bolsonaro.

Mais cedo, Trump fez queixas similares no Twitter, onde, apesar de suas acusações de parcialidade, o presidente tem 59 milhões de seguidores.

"Temos que fazer algo. Tenho muitos, muitos milhões de seguidores no Twitter e é diferente do que costumava ser. Estão acontecendo coisas", afirmou o presidente dos EUA.

O presidente atacou as plataformas on-line sobre como filtram e amplificam conteúdo.

Trump retomou seus ataques depois de retuitar a notícia de uma ação movida pelo congressista republicano Devin Nunes por 250 milhões de dólares em indenização, na qual ele alega que o Twitter esconde os comentários de usuários conservadores.

"Facebook, Google e Twitter, para não mencionar a mídia corrompida, são muuuuito do lado dos democratas da esquerda radical", Trump twittou anteriormente.

Trump já acusou o Google de manipular os resultados de seu mecanismo de busca para o benefício da mídia esquerda.

O número de mortos em Moçambique e no Zimbábue depois do furacão Idai aumentou para mais de 300 na terça-feira, enquanto as equipes de resgate trabalham sem parar para ajudar os sobreviventes.

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que há mais de 200 mortes confirmadas, enquanto no Zimbábue um ministro indicou que foram registradas 100 mortes, mas acrescentou que o número pode chegar a 300.

"Já temos mais de 200 mortos e cerca de 350.000 pessoas estão em perigo", Nyusi. O chefe de Estado deu a informação depois de assistir a uma reunião de gabinete na cidade da Beira, a mais afetada pela tempestade no centro do país.

"Estamos em uma situação extremadamente difícil", disse Nyusi.

No Zimbábue, o ministro July Moyo afirmou que ainda é necessário confirmar os números de mortos e que há pelo menos 217 desaparecidos.

"O número total, nos disseram que poderia ser 100, alguns dizem que podem ser 300. Mas não podemos confirmar esta situação", disse.

As equipes de resgate trabalhavam nesta terça-feira contra o tempo para salvar milhares de refugiados em árvores ou telhados de casas após a passagem do devastador ciclone Idai por Moçambique e Zimbábue, onde há risco de rompimento de barragens em razão das fortes chuvas.

O ciclone, que devastou o centro de Moçambique e depois o leste do Zimbábue, deixou pelo menos 182 mortos, um número que na verdade pode ser mais de mil, segundo o presidente moçambicano Filipe Nyusi.

Em Moçambique, uma zona de 100 quilômetros de extensão está totalmente inundada, segundo o ministro do Meio Ambiente, Celson Correia.

Existe um "oceano" isolando completamente muitos povoados, disse à AFP um trabalhador humanitário que não quis se identificar.

Além disso, a capacidade de algumas represas está se aproximando de seu nível máximo, indicaram várias ONGs.

O presidente Nyusi pediu para aqueles que vivem perto de rios na região que "deixam a área para salvar suas vidas", porque as autoridades poderiam não ter outra escolha senão abrir as barragens, apesar de as terras já estarem inundadas.

Tanto em Moçambique como no Zimbabué, muitas pontes e estradas foram arrasadas pela água, complicando as operações de socorro.

Em botes infláveis ou em helicópteros, os trabalhadores humanitários continuavam a socorrer as pessoas que se refugiaram em árvores e telhados.

"Nas árvores, as pessoas têm de lidar com cobras, insetos, animais", disse à AFP Ian Scher, presidente da organização sul-africana Rescue SA, que participa das operações de socorro em Moçambique.

Mas as operações são complicadas pela falra de helicópteros.

"Salvamos aqueles que podemos, mas muitos vão morrer", advertiu Scher em Beira, uma cidade do centro de Moçambique. "Temos que tomar decisões difíceis. Às vezes podemos salvar apenas duas pessoas a cada cinco. Às vezes deixamos comida e vamos socorrer outras pessoas em maior perigo", explicou.

Rescue SA identificou uma ilha formada pelas inundações em que cerca de 350 pessoas estariam à espera de ajuda.

- Sem eletricidade -

Beira, a segunda cidade de Moçambique, que foi "90% destruída", segundo a Cruz Vermelha, ainda está sem energia e internet nesta terça-feira, cinco dias depois da passagem do ciclone, disseram os jornalistas da AFP.

As conexões telefônicas estão sendo progressivamente restauradas, apesar de a chuva continuar a cair nesta cidade de meio milhão de habitantes.

No Zimbábue, os habitantes enterravam os mortos. O presidente Emmerson Mnangagwa deve visitar a província de Manicaland (leste) nesta terça-feira, a mais afetada pelo ciclone.

Pelo menos 200 pessoas ainda estão desaparecidas nesta região após o colapso de vários edifícios onde viviam funcionários públicos, segundo as autoridades.

"Cada hora que passa confirma nossos piores medos", disse Mnangagwa na segunda-feira à noite.

"Muitos morreram afogados enquanto outros morreram quando dormiram por causa de pedras que destruíram suas casas", acrescentou.

A organização Anistia Internacional pediu nesta terça-feira à comunidade internacional que se mobilize diante da magnitude da catástrofe, mas também ante as consequências da mudança climática.

"Agora que os efeitos da mudança climática estão se intensificando, é possível que essas condições climáticas extremas ocorram com mais frequência", disse a Anistia, pedindo "medidas ambiciosas para combater a mudança climática".

Por sua vez, o Reino Unido desbloqueou seis milhões de libras (sete milhões de euros) de ajuda humanitária para a região.

"As imagens da devastação (...) são traumáticas", disse a secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt, em comunicado.

A chegada do ciclone foi precedida por fortes chuvas em Moçambique, mas também no Malauí, condições climáticas adversas que fizeram pelo menos 122 mortos. Mas o ciclone finalmente não passou pelo Malauí.

Estados Unidos acusou nesta terça-feira à Rússia e à China de aumentar o risco de um conflito no espaço, sobretudo com o desenvolvimento de armas contra satélites, em pleno debate sobre um tratado de paz espacial.

Especialistas de 25 países, entre eles China, Rússia e Estados Unidos, se reúnem a portas fechadas desde segunda-feira em Genebra para tentar sentar as bases de um acordo para prevenir uma corrida armamentista no espaço.

Pequim e Moscou apoiaram a organização de esta reunião do Grupo de Especialistas Governamentais (GGE), que se celebrará até 28 de março sob a presidência do embaixador do Brasil na Conferência de Desarmamento da ONU, Guilherme de Aguiar Patriota.

Em um discurso na Conferência de Desarmamento, no Palácio de Nações, sede da ONU, a subsecretaria de Estado americano Yleem Poblete questionou a sinceridade do compromisso de China e Rússia.

"Como podemos acreditar que (a Rússia) leva a sério a prevenção da corrida de armamentos no espaço exterior quando são eles aqueles estão desenvolvendo armas anti-satélites lançadas da terra?" perguntou Poblete, que trabalha no Gabinete de Controle de Armas do Departamento de Estado.

Poblete acusou Moscou de tentar fazer que os láseres sejam capazes de "cegar ou danificar satélites".

Depois criticou a China por desenvolver instrumentos para interferir as emissões dos satélites, assim como mísseis capazes de alcançar "satélites em órbita baixa".

Tendo isso em vista, "é difícil avaliar a veracidade do compromisso da China", sentenciou a responsável americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu criar uma "Força Espacial" e o Pentágono apresentou no Congresso, em março, uma proposta a este efeito.

O anúncio gerou grande preocupação mundo todo, mas os especialistas acreditam que as três grandes potências têm muito a perder se as conversações em curso fracassarem, dada a crescente importância da tecnologia satelital nos assuntos civis e militares.

A reunião publicará um relatório somente se todas as nações chegarem a um consenso sobre seu conteúdo.

Segundo Patriota, os especialistas tentam chegar a uma lista de "elementos" que podem formar a base de um tratado.

O presidente americano, Donald Trump, voltou a dizer que todas as opções "estão na mesa" em relação à situação na Venezuela. Ele pediu que os militares venezuelanos se libertem do atual presidente, Nicolás Maduro, e reforçou que o Brasil, junto aos Estados Unidos, foi o primeiro a reconhecer o oposicionista autodeclarado presidente venezuelano, Juan Guaidó, como presidente oficial.

Ainda segundo Trump, "junto com o Brasil, pudemos alimentar centenas de venezuelanos famintos".

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O líder republicano ainda afirmou que pode haver sanções "muito mais duras" à Venezuela, além das já impostas pelo governo americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 19, com o presidente Jair Bolsonaro que a relação bilateral "está melhor do que jamais foi". O líder americano reforçou que os laços econômicos entre os dois países devem ser baseados na justiça e na reciprocidade.

Segundo Trump, os dois países estão comprometidos em reduzir barreiras. "Somos as duas maiores democracias e economias do Hemisfério Ocidental", afirmou Trump, depois que dizer que as duas nações têm visões parecidas.

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"A última coisa que queremos é o socialismo", afirmou Trump, acrescentando que "chegou a hora final" para o regime na região.

Trump voltou a dizer que tem a intenção de designar o Brasil como um aliado fora ou, ainda, um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O presidente Jair Bolsonaro discursa na Casa Branca reiterando alianças com os Estados Unidos, com destaque para a área de energia, que merecerá um fórum especial. Segundo Bolsonaro, acordos firmados na visita desta semana "abrem um capítulo inédito entre os países", ao retomar assuntos que estavam na pauta "há décadas".

Ele abriu seu discurso agradecendo a recepção dos Estados Unidos e convidando Trump a visitar o Brasil. "Será muito bem recebido", afirmou. "É hora de superar as diferenças. Hoje, o Brasil tem presidente que não é antiamericano. O apoio americano à entrada do Brasil na OCDE será compreendido como um gesto de união", acrescentou o presidente brasileiro em coletiva de imprensa.

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Segundo Bolsonaro, a cooperação militar também tem se ampliado. "O combate ao terrorismo e crime organizado é questão de urgência. O restabelecimento da democracia na Venezuela é de interesse dos dois países", disse.

O presidente Jair Bolsonaro chegou por vota das 13h desta terça-feira, 19, pelo horário de Brasília, à Casa Branca, em Washington, onde vai se reunir com o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump.

A agenda do presidente dos Estados Unidos indica que o almoço de trabalho entre os dois vai ter início às 13h25 (de Brasília, 12h25 de Washington). O evento é fechado a jornalistas. Mais tarde, às 14h45 (de Brasília), Bolsonaro e Trump participam de uma declaração à imprensa.

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Um vídeo eleitoral que mostra uma ministra usando um perfume com o nome "fascista" provocou indignação nas redes sociais em Israel, único espaço no momento em que é possível exibir clipes de propaganda para as eleições legislativas de 9 de abril.

No vídeo, a ministra da Justiça, Ayelet Shaked - candidata chamada de "fascista" por seus oponentes - aparece usando um frasco de perfume com o nome "fascista". Ao final, afirma com ironia: "Para mim, este é o perfume da democracia".

Como a propaganda política na TV é autorizada apenas duas semanas antes das eleições, os partidos estão usando sobretudo as redes sociais para fazer campanha.

O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, anunciou nesta terça-feira (19) sua renúncia, após 30 anos à frente do país da Ásia Central, rico em recursos naturais, mas imerso em uma onda de protestos.

"Tomei a decisão de renunciar ao mandato presidencial", declarou Nazarbayev, 78 anos, em um discurso transmitido pela televisão. Nazarbayev chegou ao poder no Cazaquistão quando o país ainda era uma república soviética e nunca indicou um sucessor.

O movimento de protestos vem do crescente descontentamento social e de uma economia ainda se recuperando de uma queda no preço do petróleo em 2014.

Mas Nazarbayev gozará de importantes poderes de formulação de políticas após sua renúncia graças ao seu status constitucional de "Líder da Nação". Ele também se tornou chefe vitalício do conselho de segurança do país no ano passado.

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