Notícias

| Economia

O dólar recuou de maneira generalizada nesta quarta-feira, 20, pressionado por um tom favorável a juros mais baixos (dovish) vindo do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A única exceção entre as moedas fortes foi a libra, que sofre com as incertezas envolvendo o Brexit.

Conforme amplamente esperado, o BC dos EUA manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 2,25% a 2,50%. Apesar de continuar vendo o mercado de trabalho "forte" e uma expansão "sustentada" da economia, os dirigentes da instituição pintaram um cenário um pouco mais incerto para o futuro.

##RECOMENDA##

Dos 17 dirigentes, 11 passaram a prever que os juros vão se manter no nível atual. Nas projeções anteriores, em dezembro, somente dois tinham esta projeção.

Esta visão sobre a política monetária fez com que as apostas de queda de juros passassem para a faixa de 30%, com base nos futuros dos Fed funds calculados pelo CME Group. "Dado o escopo das revisões negativas do Fed, não ficaríamos surpresos se esse número aumentasse ainda mais nos próximos dias", disse, em relatório, o analista de câmbio da Faraday Research Matt Weller.

Na entrevista coletiva que se seguiu ao comunicado, o presidente do Fed, Jerome Powell, tentou manter o otimismo com a perspectiva da economia dos EUA, ponderando que as condições financeiras são boas.

Perto do horário de fechamento das bolsas de Nova York, o dólar caía para 110,65 ienes, recuava para 1,3282 dólar canadense e cedia para 0,9913 franco suíço. O euro, por sua vez, rompeu a barreira psicológica de US$ 1,14 e operava em alta a US$ 1,1439.

No Reino Unido, seguem as incertezas referentes ao Brexit. A pressão contra a primeira-ministra Theresa May foi aumentando ao longo do dia, à medida que ela não consegue articular dentro do Parlamento britânico a votação do projeto de lei para o divórcio com a União Europeia. Por causa disso, ela pediu a Bruxelas a extensão até 30 de junho para finalizar o processo. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, deu aval ao plano de May, que terá de ser apreciado pelos demais membros.

Desta forma, a libra chegou ao fim da tarde em queda, cotada a US$ 1,3214 e 0,8659 euro.

Outro destaque de baixa foi a moeda da Argentina. Ao final da tarde, o dólar estava cotado a 40,8538 pesos argentinos, mesmo diante de leilões diários e do esforço concentrado em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter a disparada da moeda americana.

A participação do agronegócio no percentual de população ocupada foi de 19,82% em 2018, ligeiramente menor do que o registrado em 2017, quando o índice foi de 20,11%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), que se baseou em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). 

A população ocupada representa a parcela da população com potencial de mão-de-obra, capaz de gerar receita para o país. Conforme as pesquisas, o mercado agro do Brasil se manteve estável entre 2017 e 2018, ocupando 18,2 milhões de pessoas.

##RECOMENDA##

Em 2018, o rendimento médio dos trabalhadores rurais que atuam como empregados foi de R$ 1.759,14 (alta de 10,92% em relação a 2012), de R$ 5.567,49 para os contratantes (elevação de 1,43%) e de R$ 1.263,44 para os trabalhadores rurais autônomos (aumento de 7,54%).

O número de prestadores de serviço no agronegócio teve alta de 1,12% em 2018, o que significa 5,792 milhões de postos de emprego.

Ainda com base nos estudos do Cepea, o cultivo de cereais, a pesca e a aquicultura foram os setores mais prejudicados com a redução no número de postos de trabalho. Já na agroindústria, houve queda no número de trabalhadores nas produções têxteis de base natural, na moagem, no cultivo de cana de açúcar e também no setor de papel e celulose.

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira, 20, em queda, pressionadas pelo impasse em torno do Brexit. As tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos seguem também como pano de fundo dos negócios. O índice pan europeu Stoxx 600 terminou em 380,84 pontos, queda de 0,90%.

A novela do Brexit segue dando o tom nas negociações acionárias europeias. Ao longo da sessão, a pressão contra a primeira-ministra Theresa May foi aumentando, à medida que ela não consegue articular dentro do Parlamento britânico a votação do projeto de lei para o Brexit.

##RECOMENDA##

A última jogada de May foi envio de um pedido à União Europeia para estender até 30 de junho o período para o Brexit, condicionando a isso a não participação nas eleições europeias. Para o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, por sua vez, o divórcio tem de ocorrer até 23 de maio, senão o Reino Unido vai ter de participar do pleito ao parlamento do bloco.

Quase no fim dos negócios, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que uma extensão curta para o Brexit pode ser possível - o que deu um alívio temporário aos investidores.

Nos minutos finais da sessão, no entanto, a tensão comercial azedou o sentimento dos negócios. Antes de embarcar para uma agenda em Ohio, o presidente americano, Donald Trump, criticou a União Europeia e disse que o bloco é "tão difícil de negociar quanto a China".

O tom beligerante de Trump contra os europeus fez com que algumas bolsas fechassem na mínima. O índice FTSE 100, de Londres, terminou em 7.291,01 pontos (-0,45%), o FTSE Mib, de Milão, recuou para 21.330,21 pontos (-0,47%) e o IBEX 35, de Madri, cedeu para 9.405,60 pontos (-0,91%).

Na praça londrina, o destaque de baixa foi do setor financeiro. Os papéis do Lloyds Banking cederam 0,58% e os do Barclays perderam 2,47%. O setor de telefonia também pesou no restante do continente - em Milão, a Telecom Itália recuou 2,39%, e em Madri, a Telefónica caiu 1,40%.

A alta do euro em relação ao dólar pesou sobre as ações exportadoras em Frankfurt. Os papéis da Infineon Technologies caíram 1,96%. O índice DAX terminou com queda de 1,57%, aos 11.603,89 pontos.

A bolsa de Lisboa encerrou em 5.265,52 pontos (-0,66%) e a de Paris terminou em 5.382,66 pontos (-0,80%).

Apesar de reconhecer o esforço do novo governo em atingir um novo patamar na relação bilateral Brasil-EUA, os empresários brasileiros não esperam que a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) gere, no curto prazo, medidas concretas que reforcem o fluxo comercial entre os dois países. Este é o resultado de uma pesquisa inédita realizada pela Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) com 252 presidentes e diretores de empresas de companhias atuam em diversos setores do País.

A intenção de Bolsonaro em aproximar dos Estados Unidos é vista como concreta para a maioria dos executivos, visto que 86% acreditam que o governo brasileiro está empenhado em uma real aproximação. Dos que se mostraram otimistas, 49% acham que a visita de março ainda não trará efeitos concretos no fluxo comercial, mas 37% acreditam que o encontro resultará em ações práticas. Outros 12% se mantiveram neutros e disseram que ainda é cedo para avaliar os efeitos.

##RECOMENDA##

“A pesquisa mostra uma expectativa realista em torno de ações e entregas intermediárias que lançam as bases para entendimentos duradouros. Precisamos de medidas a curto prazo para trazer um novo fôlego de diálogo a relação e aquecer negociações para conquistas amplas e ambiciosas. A intenção de um acordo comercial pode até parecer em discurso dos dois presidentes, mas sabemos que ela é completamente dependente desse entusiasmo comercial e bilateral renovado à curto prazo”, explica Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil.

Deborah integra a delegação, em Washington, apresentando as expectativas do setor privado brasileiro e americano em torno do primeiro encontro entre os presidentes Trump e Bolsonaro.

Sobre a pauta de conversas bilaterais, 26% votaram em um Acordo de Livre Comércio como tema principal. Outros 22% acharam que o fim da sobretaxa a produtos brasileiros no mercado americano é um assunto crucial, e 20% consideraram que um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos não pode deixar de estar na pauta.

Quando perguntados sobre quais seriam as semelhanças ideológicas e profissionais entre os presidentes Trump e Bolsonaro, 38% apontaram o jeito de governar, dando destaque ao uso de redes sociais como o Twitter e o confronto constante com jornais e veículos de mídia tradicionais.

Já 31% acham que há mais afinidades na parte econômica, com iniciativas semelhantes e que buscam o crescimento nacional a partir de uma visão mais liberal da economia. E 23% responderam que há semelhanças nas posturas mais conservadoras de ambos, puxando para questões de moral e costumes em discussões políticas.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou as expectativas e anunciou na Câmara dos Comuns britânica que escreveu uma carta nesta manhã ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, informando que busca um adiamento do Brexit até 30 de junho. A líder conservadora acrescentou ainda que não está "disposta" a estender o Artigo 50 do Tratado da UE além dessa data.

"Não acredito que interesse a ninguém participarmos das eleições ao Parlamento Europeu", afirmou.

##RECOMENDA##

Durante a sessão semanal de perguntas no Parlamento, May também informou que o governo voltará a apresentar propostas na Câmara britânica para um terceiro "voto significativo" do acordo do Brexit negociado com a União Europeia.

Na carta a Tusk, contudo, a premiê escreve que a posição assumida pelo presidente da Casa, John Bercow, de que 10 Downing Street não poderia trazer ao plenário o mesmo projeto de lei ou um texto muito parecido com o que que já foi derrotado na semana passada, "tornou impossível convocar uma nova votação antes do Conselho Europeu", que começa amanhã em Bruxelas, na Bélgica.

O concurso 2.135 da Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (20) o prêmio acumulado de R$ 33 milhões.

O sorteio das seis dezenas será realizado, a partir das 20h, no Caminhão da Sorte, que está estacionado na cidade de Cravinhos, no estado de São Paulo.

##RECOMENDA##

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio, caso aplicado na poupança, poderia render quase R$ 122 mil por mês.

As pessoas poderão fazer seus jogos até as 19h (horário de Brasília) de hoje, em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

A 1ª Vara Empresarial da Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 778,4 milhões de Thor Batista, filho do empresário Eike Batista e de mais seis empresas e off-shores da família em ação movida pelo administrador judicial da MMX, antiga empresa de mineração do grupo EBX, que está em recuperação judicial. O objetivo é que os valores bloqueados ajudem a pagar débitos com credores da companhia.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a busca dos recursos foi feita a partir de um bloqueio anterior dos bens do próprio Eike, que evidenciou repasses a Thor, tanto em espécie quanto em forma de sociedades em empresas no exterior. O rastreio foi realizado com a ajuda do advogado Rodrigo Kaysserlian, presidente do Instituto Brasileiro de Rastreamento de Ativos.

##RECOMENDA##

Procurado Kaysserlian não quis comentar o caso. A defesa de Thor Batista não foi encontrada. Como a decisão é de primeira instância, cabem recursos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma peça publicitária que vem chamando bastante a atenção nas redes sociais é sobre a Bettina, que diz ter acumulado em pouco tempo um patrimônio de quase R$ 1,5 milhão. Nesta terça-feira (19), a Fundação Procon São Paulo notificou a empresa Empiricus para que preste esclarecimentos sobre a publicidade veiculada amplamente na internet.

No vídeo que está sendo veiculada massivamente no Youtube, Bettina, uma jovem de 22 anos, relata que começou a investir o seu dinheiro aos 19 anos comprando ações na bolsa de valores, aplicando inicialmente R$ 1.520 mil e, em apenas três anos, conseguiu rendimento de mais de um milhão de reais.

##RECOMENDA##

No anúncio, Bettina garante que investindo nas mesmas ações não tem como ser diferente e que o lucro será proporcionalmente o mesmo que ela obteve, contando com a ajuda da empresa Empiricus, especializada em publicação de conteúdo financeiro e de ideias de investimentos.

O pedido de esclarecimentos do Procon-SP exige que a empresa esclareça se o vídeo se refere a uma campanha publicitária e, além disso, exige documentos que comprovem a veracidade do que está sendo anunciado, com a demonstração da evolução financeira da atriz/depoente, no prazo de 48 horas.

Contratos de locação de imóveis residenciais assinados recentemente têm valores acima da inflação em janeiro e fevereiro, conforme dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O indicador, que monitora os preços de aluguel e venda de imóveis no Brasil, mostra que a alta dos preços chegou 1,07% e a inflação, que é calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,75% nos dois primeiros meses de 2019.

Das 11 capitais envolvidas na pesquisa, Brasília teve a maior elevação nos preços dos aluguéis. O aumento na capital Federal chegou a 3,12%. No Recife, o índice foi de 1,89%, e em São Paulo de 1,73%. A capital que teve o menor porcentual de aumento foi Goiânia, com registro de 0,39%.

##RECOMENDA##

O indicador que abrange cidades de regiões metropolitanas, mostra São José, em Santa Catarina, no primeiro lugar do ranking com alta de 2,58%, e Santo André, no ABC Paulista, com aumento de 1,70%. As grandes cidades do Interior de São Paulo também foram afetadas com a aumento dos contratos de locação. São José do Rio Preto teve alta de 2,26% e São José dos Campos registrou 1,91% de elevação.

Segundo o economista Andre Malaco, a confiança no mercado elevou os preços dos aluguéis. "A alta do preços do aluguel está relacionada a melhora de confiança dos consumidores. Isso aumenta a propensão para colocar em prática planos que ficaram engavetados durante longos anos. Se há maior demanda, há reajustes de preços. Estamos iniciando um novo ciclo e os locadores estão focados em aproveitar esta oportunidade", diz.

São Paulo ainda tem, em média, o maior preço de aluguel por metro quadrado, R$ 37,40, e é seguida pela vizinha Barueri, que registra o valor médio de R$ 31,96. O metro quadrado alugado em Santos, no Litoral Paulista, custa R$ 30,44. A capital do Rio de Janeiro registra o valor de R$ 30,41.

por Alex Dinarte

Os juros futuros de longo prazo terminaram a terça-feira, 19, em queda, alguns deles renovando pisos históricos, enquanto a ponta curta ficou estável, configurando um movimento de desinclinação da curva a termo. Mais uma vez, o otimismo sobre a tramitação da reforma da Previdência, embora o noticiário não tenha trazido grande novidade sobre o assunto, ajudou as taxas longas a fecharem, num dia positivo para boa parte dos ativos de economias emergentes. Já as curtas oscilaram de forma moderada, refletindo o compasso de espera pela reunião do Copom nesta quarta. Permanece o consenso de que a Selic será mantida em 6,50% - a maior expectativa é pelo comunicado e alguma possível sinalização sobre futuros cortes na Selic depois da recente safra de indicadores fracos da atividade.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,360%, de 6,355% no ajuste de segunda, e o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 6,90%, de 6,921% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 renovou sua mínima histórica ao fechar em 7,96%, de 8,002% no ajuste de segunda. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,49%, também novo piso histórico, de 8,541% na segunda no ajuste.

##RECOMENDA##

O mercado está na expectativa sobre como será a primeira reunião de Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central. Para alguns analistas, o comunicado não deve trazer novidades em relação ao anterior. Parte do mercado, porém, não descarta que o texto possa indicar redução do nível de assimetria do balanço de riscos para a inflação registrado no encontro anterior. "Há um debate sobre se o comunicado vai dar peso maior para a atividade e é isso o que o mercado vai olhar como sinalização, se a assimetria está menor. É um cenário bem plausível dada a abertura do hiato do produto", disse o trader de renda fixa do Banco Sicredi, Getúlio Ost.

Nos longos, o alívio vem da melhora da percepção sobre o risco fiscal após membros do Executivo terem elevado o esforço junto aos parlamentares para defender a reforma da Previdência. "Os recentes discursos, principalmente o de Paulo Guedes (ministro da Economia) e Onyx (ministro da Casa Civil), sinalizam que a articulação está sendo afinada", disse Ost.

Há, ainda, confiança de que a proposta para a aposentadoria dos militares, a ser apresentada quarta no Congresso, fique alinhada às convicções da equipe econômica, de forma a não prejudicar o potencial de economia de R$ 1,1 trilhão estimado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Outro fator que ajudou a ponta longa foi o exterior, onde o movimento de "risk on" alimentou a queda do dólar ante a maioria das moedas e a venda de Treasuries.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 19, que irá apoiar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um pleito brasileiro. "Eu estou apoiando o Brasil para entrar na OCDE", disse, no Salão Oval da Casa Branca, onde recebeu o presidente Jair Bolsonaro. O pleito é visto pelo Brasil como um selo de confiança internacional e tem sido defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Questionado sobre facilitação de vistos a brasileiros, Trump afirmou que essa possibilidade é cogitada, mas rapidamente mudou de assunto para criticar o nível de comércio entre os dois países. "Pensando muitas coisas em diferentes opções, também estamos pensando facilitar os vistos, mas o comércio que temos com o Brasil não é tão bom como deveria ser. Temos que trabalhar para que seja o melhor possível", afirmou o americano.

##RECOMENDA##

Os dois presidentes trocaram camisetas de futebol. Trump presenteou Bolsonaro com uma camiseta de um time americano, com nome do Bolsonaro escrito atrás. Já Bolsonaro deu uma camisa da seleção brasileira com o número 10, do Pelé, e o escrito "Trump" nas costas. Bolsonaro estava acompanhado do filho mais novo, o deputado Eduardo Bolsonaro.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer pediu que o Brasil deixe a lista de países de tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio norte-americano à entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o ministro, essa foi a solicitação de Lighthizer. "Eu fiz o meu pedido: quero entrar na primeira divisão. Ele falou: então me ajuda a limpar a segunda divisão."

O concurso 2.135 da Mega-Sena vai sortear nesta quarta-feira (20) o prêmio acumulado de R$ 33 milhões. O sorteio das seis dezenas será realizado, a partir das 20h, no Caminhão da Sorte, que está estacionado na cidade de Cravinhos, no estado de São Paulo.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio, caso aplicado na poupança, poderia render quase R$ 122 mil por mês.

##RECOMENDA##

As pessoas poderão fazer seus jogos até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Nos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez uma provocação aos americanos sobre a relação do Brasil com a China. Ao dizer que o País está aberto a investimentos, Guedes foi claro ao sinalizar que o País continuará a fazer negócio com os chineses. "Nós vemos vocês fazendo negócios com chineses há anos. Por que nós não podemos? Por que não podemos deixar eles investirem em infraestrutura?", questionou o ministro da Economia.

De forma humorada, ele mostrou que o País está aberto a quem quiser investir em infraestrutura. "Temos um presidente que adora a América. Eu também. Adoro Coca-Cola e Disneylândia. É uma grande oportunidade para investir no Brasil. Eu os convido para essa nova parceria", disse. "Os chineses querem dançar conosco e querem investir lá. Disse ao presidente: amamos os Estados Unidos, mas vamos fazer comércio com quem for mais lucrativo", ressaltou.

##RECOMENDA##

Os EUA contam com o Brasil para diminuir a influência da China na América Latina. Guedes foi direto, em discurso a empresários na Câmara de Comércio Americana, ao dizer que o País precisa conseguir investimentos em infraestrutura para reduzir o custo Brasil, os tributos e abrir a economia.

Acordos

Nesta terça-feira (19), os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro vão se encontrar na Casa Branca. No comunicado que farão à imprensa, devem afirmar que os dois países querem caminhar para um livre-comércio. No médio prazo, no entanto, isso significa trabalhar por acordos de convergência regulatória e facilitação de comércio e investimentos. Algumas questões práticas da pauta agropecuária não devem ser resolvidas, como a reabertura do mercado americano para compra de carne in natura brasileira. Na outra ponta, os EUA pressionam pela abertura do mercado brasileiro para importação de carne de porco dos americanos.

"Se os EUA querem vender carne de porco para nós, então comprem nossa carne (bovina). Querem vender etanol? Ok, comprem nosso açúcar", apontou o ministro. "O mais importante é que sejamos parceiros comerciais estratégicos para o futuro."

O ministro teve uma reunião com o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, na qual ressaltou ser importante que as grandes corporações dos dois países ampliem o diálogo. "Vamos pegar as 50 maiores empresas dos EUA e do Brasil para conversar", apontou.

Ao mesmo tempo, o ministro da Economia fez um apelo para que os EUA ajudem o Brasil na candidatura do País à OCDE. A entrada na organização, considerada um clube dos países ricos, é vista por Guedes como um selo de confiança internacional. "Por favor, nos ajudem a entrar na OCDE."

Gasto público

Aos empresários, ele defendeu o governo Bolsonaro, disse que o País é uma democracia muito estável e que o presidente tinha "colhões" para controlar o gasto público. "Ninguém tinha colhões para fazer o controle do gasto público. Agora, temos alguém que tem colhões", afirmou.

"Em 60 dias, o presidente enviou ao Congresso duas reformas muito importantes", disse, citando o pacote anticrime, de Sérgio Moro, como a segunda reforma importante. Sobre a reforma da Previdência, Guedes insistiu que "nenhum brasileiro será deixado para trás", mas que a seguridade social não será uma "fábrica de privilégios".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que seis em cada 10 brasileiros (59%) admitem não se preparar financeiramente para se aposentar.

Entre as principais justificativas citadas pelos entrevistados que não fazem qualquer tipo de planejamento, 36% afirmam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% alegam não se preparar por estarem desempregados. Outros 17% não fazem planos por acreditar que não é útil guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês.

##RECOMENDA##

Por outro lado, entre os 41% dos brasileiros que se preocupam com a aposentadoria, 42% se planejam por meio de aplicações financeiras, como a previdência privada e outros ativos financeiros, como ações, fundos ou títulos. Já 35% optam por recursos do INSS e 16% alegam depender de terceiros, como cônjuges, filhos ou outros familiares.

A pesquisa ouviu 804 pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do país.

As vendas da indústria cervejeira no Carnaval 2019 somaram aproximadamente 1,3 bilhão de litros, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), alcançado o melhor resultado para o período em quatro anos. O volume de vendas, acrescenta o sindicato em nota, representou quase 10% de toda a expectativa de comercialização de cerveja para o ano.

Segundo Luiz Nicolaewsky, superintendente executivo do Sindicerv, o carnaval "representa praticamente um mês adicional em vendas, com impacto positivo em toda a cadeia produtiva".

##RECOMENDA##

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontam crescimento de 8% nas vendas em bares e restaurantes durante os dias de Carnaval em relação ao ano passado.

O Ibovespa acelerou o ritmo de alta, nesta segunda-feira (18), marcando pela primeira vez na história a marca dos 100 mil pontos. O avanço, segundo um operador, é impulsionado pelas ações da Petrobras, que sobem 2,21% (ON) e 1,31% (PN), às 14h38, e ainda por otimismo com avanço da reforma previdenciária, após declarações do governo reforçando otimismo com a evolução das medidas. O ambiente externo positivo nesta segunda-feira também contribui para estimular a busca por ativos de risco, segundo operadores.

"As ações ON da estatal é que estão puxando mais. Isso reflete o apetite do investidor estrangeiro", diz uma fonte de renda variável. "O estrangeiro está voltando. O cenário continua prospectivo para a reforma", opina. Na máxima, o Ibovespa alcançou 100.027,17 pontos. Às 14h54, o índice era negociado a 100.008,47 pontos, em alta de 0,88%.

##RECOMENDA##

O próprio fluxo de estrangeiro para a bolsa brasileira empurra o dólar à vista para baixo. A moeda norte-americana renovou nesta tarde sucessivas mínimas, recuando pela primeira vez desde o dia 6 de março, para cotações abaixo de R$ 3,80. O dólar à vista caia 0,78%, a R$ 3,7879, na mínima do dia.

A proposta de emenda constitucional de desvinculação do Orçamento feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, gera algumas polêmicas no curto prazo que podem atrapalhar o trâmite da reforma da Previdência no Congresso, disse nesta segunda-feira (18), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Ele observou porém, que se for desejo do presidente do Senado colocar a matéria em debate, irá respeitar e levar o assunto também na Câmara.

"Se o governo encaminhar vamos respeitar, e vamos ajudar o debate. Mas ela (PEC da desvinculação do Orçamento) gera algumas polêmicas no curto prazo que pode atrapalhar, pode contaminar (a discussão da Previdência). Mas se for decisão do Senado debater, vamos debater, como ele vai ajudar na discussão da Previdência", explicou Maia, ao deixar o prédio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) após participar da abertura de um seminário sobre a Previdência promovida pela entidade.

##RECOMENDA##

Segundo Maia, a desvinculação vai tratar de temas que ninguém vai mexer, mas vai mobilizar duas bancadas contra: educação e saúde. "É inócua a desvinculação na saúde e educação porque ninguém vai mexer nisso, a pressão é muito grande, principalmente a nível federal, talvez alguns Estados e municípios tenham espaço para isso. Então você vai trazer duas bancadas que podem ajudar para um debate defensivo em relação a esse tema sempre negociando esse tema com a reforma da Previdência", alertou.

Para o deputado, o melhor seria deixar o debate da desvinculação para um segundo momento, de modo a não correr na Câmara em paralelo à discussão da Previdência. "Na Câmara não deve ser paralelo, talvez no Senado a gente constrói um grupo para debater", afirmou.

Militares

Maia também comentou sobre o envio, previsto para esta semana, da proposta do governo para alterar as regras previdenciárias dos militares, no formato de projeto de lei. Segundo o presidente de Câmara, "os militares são muito preparados" e "sabem fazer contas", numa referência indireta à proposta de reforma previdenciária entregue pelo Ministério da Defesa ao Ministério da Economia.

Ele disse que, sem reforma, num caso extremo, os militares ficariam sem receber salários, caso as contas públicas não sejam reequilibradas.

Como revelou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) semana passada, a proposta do Ministério da Defesa inclui uma reestruturação na carreira da categoria, com aumento de benefícios, que representaria um custo extra em torno de R$ 10 bilhões nos primeiros dez anos. Nos anos seguintes, a economia com o endurecimento das regras previdenciárias ultrapassaria as despesas que seriam geradas com aumento de gratificações, bônus e criação de um novo posto na carreira.

Para fugir do rotativo do cartão ou por já estar com o limite de crédito comprometido em despesas emergenciais, a classe média tem promovido o retorno de um personagem conhecido do consumidor do passado: o crediário, modalidade de parcelamento do varejo muito popular em décadas anteriores.

Pesquisa feita pelo birô de crédito Multicrédito (antigo Telecheque), obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta para um crescimento de 34% na utilização de boletos no últimos dois anos - 54% apenas de 2018 para 2017. A pesquisa foi realizada ao longo do ano passado com 120 mil consumidores, de 9 mil pontos de vendas do Brasil.

##RECOMENDA##

Segundo o vice-presidente da empresa, Flávio Peralta, esse tipo de movimento é um sinal do aperto no orçamento dos brasileiros nos últimos tempos. Já endividados no cartão ou usando o meio de pagamento como extensão do caixa ao longo do mês, a classe média busca diversificar os canais de crédito para não zerar os recursos durante o mês.

"No Brasil, o limite médio do cartão de crédito é baixo, mesmo para a classe média. Quem recebe um salário de R$ 2 mil, tem em média R$ 450 de crédito. Por isso, é preciso buscar opções", diz Peralta. Ele classifica como classe média famílias com salários de R$ 2 mil a R$ 5 mil.

O desembolso médio de quem recorreu ao crediário, segundo a Multicrédito, também está maior hoje em dia, 17% nos últimos dois anos - ou 9,3%, se descontada a inflação acumulada do período. O valor das compras saltou de R$ 463,04 em 2016 para R$ 542 no ano passado.

A advogada Sara Cristina Coraini é uma das que passou a trocar as compras de cartão de crédito pelo carnê. Há mais ou menos um ano, ela decidiu que faria todas as compras de cursos online e de lente de contato com boletos. "Decidi liberar o limite do cartão de crédito", diz ela. "Se consigo pagar à vista no boleto, tenho os descontos do crediário e o valor final fica menor que no crédito", explica.

'Conta simples'

Para a planejadora financeira e professora de economia da ESPM, Paula Sauer, o simples cálculo da diferença entre as taxas do cartão de crédito e do carnê explicam o aumento da procura pela segunda opção. "O cara pensa um pouco e vê que, se ficar devendo em um, paga quase 300%, e no outro bem menos. É lógico que ele vai para a segunda opção por segurança", diz.

O cartão de crédito tem uma das taxas mais altas do mercado, perdendo apenas para o cheque especial. Em 2019, segundo o Banco Central, a taxa de juro do cartão rotativo subiu de 285,4% ao ano em dezembro para 286,9%.

Por lei, o crediário - que não opera com recursos do mercado financeiro, mas do próprio lojista - pode cobrar 1% de multa por mês, além de, em média, 2% de juros mensais, acumulando entre juros e multas uma taxa de 42,58% ao ano.

A explicação para essa diferença entre taxas, diz o diretor de estudos e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, envolve a inadimplência do crédito bancário. "Já faz algum tempo que a inadimplência está alta e os bancos estão bastante seletivos na concessão de crédito. Por isso também o limite baixo do cartão", destaca.

O coordenador do Laboratório de Finanças da FIA, Claudio Felisoni De Angelo, destaca outro ponto: a queda nos juros para o comerciante, que permite o varejista se capitalizar e repassar o custo menor ao comprador. "Do meio do ano passado para agora, os juros caíram quase 10% para o varejista. Ele consegue, com isso, ir até o mercado, pegar dinheiro mais barato e garantir recursos para essas linhas de crediário." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma estratégia de comunicação que o Burger King vem usando há pelo menos três anos nos Estados Unidos - a provocação ao seu principal concorrente, o McDonald's - havia feito uma transição tímida no Brasil. Pelo menos até agora. A partir desta segunda-feira (18), uma campanha do Burger King vai elevar o tom da estratégia em vários volumes. A rede vai estrear, em seu aplicativo, uma ferramenta que vai permitir que os consumidores "queimem" anúncios do McDonald's. Aos clientes que entrarem na "brincadeira", a rede vai oferecer seu sanduíche símbolo, o Whopper, gratuitamente.

É uma aposta arriscada, pois o mercado brasileiro é diferente do americano, onde é comum que as marcas se comparem diretamente às principais rivais. Vice-presidente da David São Paulo, agência responsável pela criação da campanha, Rafael Donato diz que o Burger King sabe que pode haver retaliações: "Estamos com os advogados preparados", diz. Ele diz acreditar, porém, que a ação tem mais um caráter de "zoação", e não de ofensa.

##RECOMENDA##

A partir da manhã desta segunda, a ferramenta - que em inglês é chamada de "Burn that Ad" (queime este anúncio), mas aqui foi apelidada de "anúncio grelhado" - ficará disponível para os 8 milhões de pessoas que têm o app da marca no celular. Para chamar os consumidores para a promoção, a rede de fast-food fará campanhas do Facebook, no Instagram e com influenciadores digitais.

Essas mídias de apoio vão servir para explicar o que as pessoas têm de fazer para ganhar um Whopper. Bastará apontar o celular com o app aberto para qualquer anúncio do McDonald's - incluindo desde campanhas em pontos de ônibus até cupons publicados no site da rival - para ver o anúncio ser "grelhado" virtualmente. Após finalizar a tarefa, o cliente ganhará um cupom para resgatar seu sanduíche na loja mais próxima.

Segundo o diretor de vendas e marketing do Burger King no Brasil, Ariel Grunkraut, cerca de 700 lojas da rede estarão preparadas para distribuir os sanduíches grátis. A estimativa é que cerca de 500 mil sanduíches sejam distribuídos. A promoção deve ficar apenas por alguns dias, mas vem mobilizando a equipe de comunicação da rede desde o início do ano. Grunkraut diz, no entanto, que, caso a demanda supere a expectativa, até 1 milhão de Whoppers poderão ser distribuídos.

Retaliações

O fato de a ação ser rápida - devendo durar, no máximo, uma semana - reduz as chances de que ela venha a ser tirada de circulação pelo Conar, órgão de autorregulamentação do setor publicitário. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Mário D'Andrea, diz que o Conar reage a uma denúncia de agência, empresa ou consumidor que tenham se sentido lesados por uma determinada campanha. "Mas é um processo que geralmente leva algum tempo para ser julgado."

Fontes do mercado publicitário ouvidas na última semana disseram que, aos poucos, o brasileiro começa a ficar mais aberto para comparações diretas entre marcas. Um dos defensores da mudança é o vice-presidente de marketing do Santander, Igor Puga. "Essa prática do mercado americano acaba sendo boa, pois a conversa fica mais sincera", disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro. Mas ressalvou que, por aqui, a estratégia traz riscos: "No Brasil, você não tem coragem nem de fazer uma sutileza porque vai ser condenado e terá de pagar multas. Fica um politicamente correto às avessas, todo mundo usa o álibi da não agressão."

Por enquanto, o McDonald's tem evitado entrar no jogo do Burger King (procurada para comentar a estratégia de comunicação que vem sendo adotada pela concorrente, a rede não se pronunciou). Segundo uma fonte do setor, a estratégia é correta: responder só daria "audiência" a uma rival de menor porte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nem só com alarde é feita a saída de investimentos do mercado brasileiro, como ocorreu com o anúncio do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP), feito no mês passado. Uma fuga discreta, à francesa, tem ocorrido entre as marcas internacionais de luxo com operações no País.

Estima-se que o número de marcas estrangeiras do segmento tenha diminuído em 25% no Brasil nos últimos três anos - no auge, o número passou de uma centena. A despedida silenciosa é resumida pelo movimento da Versace, que funcionou normalmente até o último Natal. Depois da data, ela baixou as portas de sua última loja ainda em operação no Brasil, localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo, e não as levantou mais. Sua partida teve algo de emblemático não apenas pelo silêncio, mas também porque, em uma longevidade rara, a marca estava no Brasil havia cerca de duas décadas.

##RECOMENDA##

A despedida de marcas como Lanvin (roupas), Kate Spade (bolsas) e Vacheron Constantin (relógios) tem, claro, relação com as perdas causadas pelos anos de recessão ou crescimento fraco registrados a partir de 2014, mas não é só isso: boa parte das que deixaram o País são operações próprias dos grupos estrangeiros, que optaram por voo solo em vez de trabalharem com um parceiro local, modelo que era a regra até meados da década passada. Nem todos estavam preparados para esse movimento.

"No Brasil, com exceção de uma pequena parcela de consumidores argentinos e, mais recentemente, angolanos, as marcas de luxo vendem basicamente para brasileiros. Nós não somos como o México, que vende muito para americanos, e muito menos como os europeus, que vendem para gente do mundo todo, em particular os chineses", diz Claudio Diniz, coordenador executivo no Brasil do Núcleo de Luxo da Université de Paris e da Université d'Angers. "Além da carga tributária, que é um dos principais problemas do setor, o mercado brasileiro tem características muito próprias, com as quais eles não estão habituados, como as compras parceladas ou as diferenças regionais. Vender luxo em São Paulo é completamente diferente de vender no Rio, em Brasília ou Curitiba."

A retração do mercado de luxo brasileiro - pano de fundo da decisão do grupo suíço Richemont de encerrar ainda neste ano as operações no País das marcas de relojoaria IWC, Jaeger-LeCoultre, Panerai e Van Cleef, está na contramão do que ocorre no mundo. No fim do ano passado, a consultoria Bain & Company reportou um crescimento global de 5% da indústria em 2018, quando o faturamento chegou a € 1,2 trilhão.

Nas Américas, informa a consultoria, Canadá e México tiveram desempenho forte, "enquanto as incertezas políticas prejudicaram o desempenho do Brasil", aponta a Bain. Em 2015, o Brasil já havia perdido para o México o primeiro lugar no ranking da indústria do luxo, segundo a consultoria Euromonitor - e não recuperou. Em 2016 e 2017, o setor encolheu 14,6% e 8,5%, respectivamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando