Cultura

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Para não errar, é preciso sempre movimentar a criatividade para obter bons resultados com a pele ao realizar a maquiagem, seja ela para para trabalhar, se divertir na balada ou receber os amigos em casa. 

Em entrevista ao LeiaJá, a maquiadora Thaís Barreto separou cinco truques de maquiagem para explorar ainda mais a pele negra, que vai de batom, corretivo a escova de sombrancelhas.

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Confira o vídeo:

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 A partir do dia 9 de abril, às 20h, os fãs da cultura nerd, já poderão adquirir os ingressos para o Comic Con Experience (CCXP) 2019. Este ano, o evento acontece entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo.

Os ingressos poderão ser adquiridos no site oficial do evento e custam R$180 (inteira) e R$ 90 (meia). Doando um livro em bom estado, o consumidor também poderá adquirir o ingresso social, no valor de R$110.

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O primeiro lote fica disponível até dia 30 de abril.

Celebrando 80 anos da criação do Batman, a 2º edição do ‘Vitória Geek’ acontece nos dias 6 e 7 de abril, em Vitória de Santo Antão, interior de Pernambuco.

Dentre os painéis expostos no evento, um exibirá com exclusividade, no dia 6, cinco minutos do filme Recife Assombrado, primeiro longa de terror pernambucano. O encontro contará com a presença dos atores Pedro Malta (O Rico e o Lázaro) e Rayza Alcântara (Velho Chico), que interpretam Vinícius e Cecília respectivamente, e também do diretor Adriano Portela. ‘Recife Assombrado’ deve ser lançado ainda este ano.

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O evento também homenageia os 35 anos de exibição do seriado Chaves no Brasil e traz Carlos Seidl, dublador do personagem Seu Madruga, para participar do encontro cultural.

O ‘Vitória Geek’ acontece no Clube dos Motoristas – O Cisne e os ingressos custam a partir de R$ 15 e podem ser adquiridos na Sympla, unidades CCAA e Grau Técnico de Vitória de Santo Antão; na loja Lion Geek, em Gravatá e na Livraria Jaqueira, em Recife.

Serviço

Vitória Geek II

6 e 7 de abril | 10h às 19h

Clube do Cisne (Rua Euclides Nery de Oliveira, 105 – Cajá, Vitória de Santo Antão)

R$ 15

O protagonismo feminino dentro da Capoeira é mote para o 10º Encontro Feminino de Capoeira: a mulher entrou na roda. O evento é promovido pelo grupo É Cor de Rosa Choque, e promove diversas atividades como rodas de capoeira, aulas de dança e troca de experiências entre os dias 29 e 31 de março, no Centro de Capoeira São Salomão, localizado na Várzea.

Trabalhando desde 2009 pelo empoderamento das mulheres capoeiristas, o É Cor de Rosa Choque promove, por mais um ano, o encontro, desta vez, através do edital Funcultura. A programação conta com a presença de mestras, contramestras e capoeiristas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além do Nordeste. Alguns nomes previstos para o evento são  Gabi Conde (PE), Mestra Bel (PE), Mestra Monica (PE), Mestra Di (PE), Dona Nalvinha (BA), Formada Chapinha (BA), Mestra Brisa (BA), Contramestra Jujuba (RJ) e Mestra Áurea (PR).

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Além das rodas e aulas de dança, o encontro contará também com um bate-papo no dia 30 de março. Nele, a história dos 10 anos do Encontro será revisitada. Interessadas em participar podem fazer sua inscrição no Centro de Capoeira São Salomão, ao valor de R$ 100. As vagas são limitadas.

Programação

Sexta (29)

19h | Acolhimento e inscrições

20h | Roda de abertura

Sábado (30)

9h | Vivência ‘Dança, memória, ancestralidade’, com Gabi Conde (PE)

10h | Mesa de abertura – Coordenação Mestra Dani

10h30 | Mesa tema do encontro – “Se fere nossa existência, seremos resistência”, com Mestra Bel

12h30 | Intervalo para almoço

14h | Aula e Roda com Formada Guerreira (IT), Mestra Monica (PE) e Mestra Di (PE)

17h30 | Intervalo

20h | Sarau – Coordenação Formada Aninha

Domingo (31)

9h | Vivência de Cavalo Marinho – Imaculada Salustiano e Mariana Salustiano

10h | Aula e Roda – Formada Chapinha (BA)

11h30 | Vivência de Samba de Roda – Dona Nalvinha (BA)

12h30 | Intervalo para almoço

14h | Aula e Roda – Contramestra Jujuba (RJ), Mestra Áurea (PR) e Mestra Brisa (BA)

17h | Roda de Diálogo e Encerramento do encontro – Coordenação Coletivo do Projeto É Cor de Rosa Choque

Serviço

10º Encontro Feminino de Capoeira

29 a 31 de março

Centro de Capoeira São Salomão (Rua Dr. Corrêa da Silva, 267 - Várzea)

R$ 100

(81) 992426068

Palestras sobre o mundo das redes sociais e comida de boteco, assim promete ser a 16ª edição do influuteco, evento que vai reunir influenciadores digitais na próxima quinta (21), no Recife. Entre os convidados estão os criadores do Bode Gaiato e Brega Bregoso, entre outros. O encontro acontece no SebraeLab.

O objetivo do encontro é fazer os influenciadores se conhecerem e dividirem experiências entre eles. Também participam as influencers especializadas em moda Jessica Melo e Rayanne Menezes, como painelistas. Elas falarão como criam e selecionam conteúdo para seus perfis e vão, também, responder as dúvidas da plateia.

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Além disso, Talita Lombardi, sócia da influu, realizadora do evento, e criadora do canal Menina Executiva, vai dar uma palestra sobre marketing de influência, explicando como fazer uma campanha bem sucedida e o que as marcas esperam desses profissionais. Os ingressos estão à venda pela internet.

Serviço

influuteco

Quinta (21) | 18h30

SebraeLab (Rua Tabaiares, 360 - Ilha do Retiro)

R$ 20

Beto Barbosa fez uma revelação e tanto sobre sua luta contra o câncer durante participação no programa Encontro, da Rede Globo, nessa quarta-feira (20). O cantor e compositor de 64 anos de idade contou que tinha apenas 20% chance de sobreviver por conta do tumor na próstata e bexiga.

"Foi muita luta, com muita fé, só tinha 20% de chances de viver, o médico não quis me dizer, disse que tinha 50%, mas consegui. Eu não me entreguei, em nenhum momento senti que ia partir. A vida você não pode perder pro outro lado, você tem que acreditar. Estou retomando a vida, recomeçando meus shows", disse.

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Em seu Instagram, Beto se manteve forte durante o tratamento que foi concluído em fevereiro desse ano. Ele chegou a postar diversos vídeos e fotos com reflexões sobre os momentos que estava vivendo.

Comandado por Fátima Bernardes, o Encontro também chegou a mostrar uma homenagem a Beto do elenco de Verão 90. Fabiana Karla, Rafael Vitti, Val Perré, Claudia Ohana, Giovana Cordeiro, Marcos Veras e Dira Paes mandaram mensagens para o cantor.

"Acho que foi uma das maiores homenagens que recebi em toda a minha carreira de artistas que sou fã", disse Beto, que cantou a música Preta no programa.

Acreditava-se que ela estava enterrada junto com os aparelhos de vídeo VHS ou as cabines telefônicas, mas a fita cassete de áudio (K7) voltou a ser fabricada na França por uma empresa que já exporta este produto para cerca de trinta países.

Desde 2017, vários profissionais correram para a porta desta pequena empresa situada próxima ao turístico Monte San Michel (noroeste), especializada na fabricação de fitas magnéticas. O motivo: em meio ao domínio do CD e do streaming, as K7 ganharam uma nova vida por conta do crescimento da base de fãs do formato.

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"Nos demos conta que já estava acontecendo algo que não acompanhamos inicialmente", admite Jean-Luc Renou, presidente da Mulann, empresa que movimenta cerca de 5 milhões de euros.

- 89 metros para 60 minutos -

Especializada em vender fitas magnéticas para os bilhetes do metrô e pedágios, esta empresa com cerca de 40 empregados decidiu aproveitar a oportunidade: dedicou cinco pessoas para o desenvolvimento de fitas cassetes, que começaram a ser comercializadas em novembro, duas décadas depois da produção do formato ser encerrada na França.

"Partimos de uma fórmula química que já tínhamos para a fita de áudio de gama alta. Tivemos que resolver alguns problemas técnicos e de corte", diz Renou, destacando que o grau de precisão é medido em micro.

Entre máquinas e o forte cheiro de solvente, Laurent, "operador de corte" segundo o termo funcional exato, verifica minuciosamente a qualidade da produção. "Em formatos de 60 minutos, usamos 89 metros de fita!", explica.

As cassetes, com um design vintage laranja e preto, são vendidas a 3,49 euros a unidade. São produzidas milhares ao mês que são exportadas para profissionais da indústria fonográfica que gravam nelas os álbuns lançados pelas gravadoras.

A empresa vende 95% de sua produção para países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Malta, Suécia, Israel e Uzbequistão, explica Théo Gardin, diretor comercial, de 27 anos, que revela que nunca conheceu os inconvenientes do 'walkman', quando a fita embolava e a saída era usar uma caneta esferográfica para rebobiná-la.

- Aquecedor elétrico ou lareira? -

Para explicar este renascimento, Ronan Gallou, diretor-geral da Mulann, acredita na necessidade de "possuir objetos" numa época onde "todo se desmaterializa".

"Quando alguém ouve música no Spotify ou Deezer, o comum é não ouvir uma canção inteira, passa-se facilmente para outra. Com um cassete, ouve-se o álbum inteiro", defende Gallou, destacando que foi lançada recentemente neste formato a trilha sonora do filme de "Bohemian Rhapsody", baseado na biografia de Freddie Mercury, vocalista do grupo Queen.

Para Jean-Luc Renou, ainda existe um pequeno lugar para o som analógico no universo da música. "Vamos usar como exemplo o aquecimento: temos os aparelhos aquecedores em casa, é cômodo, isso é o digital. Mas também podemos nos esquentar em frente ao fogo de uma lareira, que é algo que nos remete ao passado, isso é a cassete e o disco de vinil", garante.

Em uma grande loja de música na cidade de Rennes (noroeste), a paixão pela cassete não emplacou. "Temos algumas vendas, mas é algo raríssimo, não tem nada a ver com o fenômeno do vinil", reconhece um vendedor que prefere não se identificar.

De 21 a 31 de março, os baianos irão relembrar o Carnaval de Salvador com o Festival da Cidade. A 7ª edição do evento preparou uma programação cultural para quem gosta de arte.

Foram escalados para comemorar os 470 anos da cidade os cantores Saulo Fernandes, Ivete Sangalo, Bell Marques, Daniela Mercury, Solange Almeida e Denny (ex-Timbalada). A organização escolheu diversos pontos turísticos de Salvador para compor a festa, como Farol da Barra, Praça do Campo Grande, Curuzu, Periperi e Rio Vermelho.

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Além dos shows, o evento contará com palestras, exposições, mutirão de grafite, corrida, passeio ciclistíco e teatro. A apresentação de Ivete Sangalo fechará o festival com um percurso do Clube Espanhol até o Farol da Barra, assim como fez em 2018 após ficar de fora do Carnaval por ter dado à luz as gêmeas Marina e Helena. 

Passado o Carnaval, o clima em alguma agremiações não é dos mais felizes na capital pernambucana. As escolas de samba Galeria do Ritmo e Pérola do Samba, segunda e terceira colocadas, respectivamente pelo Grupo Especial, no concurso carnavalesco da cidade, decidiram questionar seus títulos e entraram com recurso junto à Prefeitura do Recife (PCR) para que as notas fossem revisadas. Elas discordam do 12º título consecutivo de campeão dado à Escola Gigante do Samba.

As escolas desfilaram, na passarela montada na avenida Nossa Senhora do Carmo, no centro do Recife, na noite de segunda-feira (4) de Carnaval, adentrando a madrugada de terça (5). A última a passar pela avenida, a Gigante do Samba, da Bomba do Hemetério, saiu vitoriosa, pelo 12º ano consecutivo. O resultado foi apurado após o fim do Carnaval, na quinta-feira (8), quando as notas de todas as agremiações foram reveladas no Pátio de São Pedro.

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No entanto, no dia seguinte à apuração, a vice-campeã, Galeria do Ritmo, e a terceira colocada, Pérola do Samba, deram entrada em um pedido de recurso, na Fundação de Cultura do Recife, contestando o resultado. Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o presidente da Galeria, Mizael Souza, explicou os motivos. Ele alega que a escola campeã entrou na passarela com uma ala a menos: "Todas as escolas têm que entrar com comissão de frente, eles (Gigante do Samba) não entraram e tiraram nota 10 nesse quesito", afirma.

Ele também revela que um dos jurados do concurso tinha ligação com a escola campeã e que integrantes da agremiação invadiram a avenida durante o desfile da terceira colocada: "Eles tumultuaram o desfile da Pérola", diz. Segundo o regulamento da competição, é passível de desclassificação a agremiação que "ocasionar qualquer tipo de transtorno ou tumulto, fora ou dentro da área que compreende o concurso, durante a apresentação, apuração ou diante de outros concorrentes".

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*Vídeo: Cortesia/Rafael Nunes

O presidente da Galeria do Ritmo, que ficou com o vice-campeonato por um décimo de diferença na nota geral, reclama também do tratamento dado às escolas. Segundo ele, há uma espécie de favorecimento à Gigante, campeã invicta há mais de uma década na cidade. "Já ficou provado ainda mais com essa atitude em dar 10 em um quesito que eles nem apresentaram. Muita coisa no samba aqui no Recife tem que mudar. Eles deveriam trazer gente de São Paulo, do Rio de Janeiro, que entende da coisa pra julgar". O dirigente reclama da demora na resolução do concurso e revela que sua comunidade quer ir à rua, protestar pelo título: "Para o povo a Galeria é campeã", garante.

Rafael Nunes, presidente da Pérola do Samba, concorda com as motivações. Ele também falou ao LeiaJá sobre o concurso de 2019: “Tecnicamente, Gigante não entrou com a comissão de frente onde era pra vir. Eles vieram com um casal de mestre sala e porta-bandeira no lugar da comissão, e a comissão veio atrás do carro abre-alas”. O dirigente questiona a nota máxima dada nesse quesito pela comissão julgadora à concorrente: “É inadmissível um jurado dar uma nota 10 para uma coisa que não aconteceu. Estou no Carnaval há mais de 15 anos e nunca ouvi falar de comissão de meio ou de trás”.

Ele também aponta a invasão de integrantes da escola da Bomba do Hemetério durante o desfile da sua agremiação mas discorda do presidente da Galeria do Ritmo quanto a haver escolas protegidas no Carnaval do Recife o que não o detém de protestar o título de 2019: “Acho que Gigante mereceu no ano passado e alguns anos anteriores, mas esse ano o concurso foi muito injusto por ter jurados que não têm conhecimento técnico para julgar samba”. Procurada por essa reportagem, a diretoria da Gigante do Samba não se manifestou até o fechamento desta matéria.

O que diz a PCR

Segundo a Prefeitura do Recife, os recursos colocados pelas escolas Galeria do Ritmo e Pérola do Samba estão sob análise do departamento jurídico do órgão. Através de sua assessoria, a PCR se colocou à disposição das agremiações para quaisquer esclarecimentos acerca do Carnaval de 2019. Confira:

A Prefeitura do Recife confirma ter recebido os referidos recursos, que estão em análise e serão respondidos nos próximos dias. E se coloca mais uma vez à disposição das agremiações e dos brincantes para quaisquer esclarecimentos sobre os resultados do Concurso de Agremiações 2019.

Fotos: Reprodução/Youtube

O primeiro e único maracatu de baque solto formado apenas por mulheres, Coração Nazareno, de Nazaré da Mata, está completando 15 anos de história em 2019. As comemorações pelo aniversário começam na próxima quarta (20), com o início do projeto Mulheres Fortalecendo Raízes da Cultura Popular, que vai promover várias atividades voltadas para o público feminino, como rodadas de mestres e debates, na Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam).

O início das atividades será às 8h, com um seminário composto por rodadas de mestres de maracatu e debates sobre os avanços e desafios da participação da mulher na cultura popular. Uma apresentação cultural com o mestre João Paulo, a mestra Cristiane, e os mestres Anderson, André de Lica, Josemir e Gabriel, colocará cada um dos mestres versando sobre seu dia a dia.

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A programação contará, também, com a mesa Avanços e Desafios da Participação da Mulher na Cultura Popular com a participação de pesquisadores do tema, como a atriz e pesquisadora Monique Maritan, a socióloga Tamar Thales e o jornalista Paulo Ricardo. O projeto Mulheres Fortalecendo Raízes da Cultura Popular foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018 para atender 30 mulheres e manter por 12 meses as atividades do Maracatu Feminino Coração Nazareno.

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É incalculável o quanto já se escreveu sobre Glauber Rocha no Brasil e no mundo. Sim, ele foi um dos mais importantes cineastas brasileiros, um dos líderes do movimento Cinema Novo - e nem precisa dizer que suas obras contribuíram para um aprimoramento da linguagem utilizada na sétima arte, as quais se caracterizaram por um discurso que exprimia a situação sociopolítica do país na segunda metade do século passado, rompendo com padrões tradicionais da época. No entanto, pouca gente sabe da vida pessoal do artista, para além das telas.

O Setor de Gestão Documental da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), localizado no 2º andar do Instituto de Previdência do Salvador (IPS), em Nazaré, resguarda um acervo com 4 mil caixas de documentos, com 40 mil prontuários de servidores inativos, entre aposentados, falecidos e exonerados. Em meio a tantos papéis, estão aqueles sobre a vida profissional de um dos mais importantes nomes da produção cinematográfica do país. Em 2019, se estivesse vivo, Glauber Rocha completaria 80 anos.

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Nascido em 14 de março de 1939 em Vitória da Conquista, no Centro-Sul do estado, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade da Bahia em 1957, mas abandonou os estudos três anos depois para se dedicar ao jornalismo. Exercendo a profissão, foi técnico de Informação e Divulgação na extinta Secretaria de Administração e Finanças (SAF), do dia 18 de março de 1960 até 1º de maio de 1963. Nessa época, quem estava à frente da administração municipal era o prefeito Heitor Dias. O secretário da SAF na ocasião era um dos maiores intelectuais baianos do século XX: o editor, empresário e professor (título que preferia ser chamado) Manoel Pinto de Aguiar, membro da Academia de Letras na Bahia e no Rio de Janeiro, falecido em 1991.

Nos arquivos do Setor de Gestão Documental, a caixa de número 345 contém um envelope com 11 documentos do conquistense. Fichas financeiras, de cadastro, de frequência, guia de inspeção de saúde, memorando e folha corrida revelam alguns dados pessoais.

Glauber residia num imóvel na Rua General Labatut, nos Barris, e entrou na Prefeitura sob contrato individual de trabalho. Seus vencimentos mensais chegavam ao valor bruto de 20 mil cruzeiros - pouco mais do que o dobro do salário mínimo instituído em 1960, que era de 9,6 mil cruzeiros. Era uma quantia ínfima para quem quisesse se dar ao luxo de ter um automóvel na época. Para ser ter uma ideia, um Fusca era vendido por 540 mil cruzeiros.

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Mesmo com o trabalho na Prefeitura - e casado à época com a atriz Helena Ignez - Glauber produziu, em 1961, o seu primeiro longa-metragem, Barravento, que foi filmado na praia do Buraquinho, em Itapuã. A película possui 80 minutos e conta a história de Firmino, um homem que volta à aldeia de pescadores onde foi criado e questiona o misticismo do povo do local. O longa chamou atenção dos críticos e rendeu premiação no Festival de Karlovy Vary, da antiga Tchecoslováquia.

Entre os documentos, há um que indica que, em abril de 1963, Glauber faltou oito vezes ao trabalho, o que lhe custou um desconto de 5,3 mil cruzeiros no salário. Não era pra menos: um ano depois, em 1964, veio Deus e o Diabo na Terra do Sol, um filme que fala sobre levante, catolicismo e extermínio no sertão. A produção, reconhecida internacionalmente, foi sequenciada por outras não menos importantes, como Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969).

Embora tenha trabalhado para o governo municipal da capital baiana por três anos, foi indiscutivelmente no cinema que Glauber se eternizou. Sua filmografia conta com dez longas e oito curtas, com produções feitas no Brasil e também no exterior. O artista foi um dos idealizadores do Cinema Novo, ao lado de cineastas como Cacá Diegues e Paulo César Sarraceni. O movimento propôs ao cinema a exibição da realidade, com mais conteúdo e menor custo, fora dos padrões hollywoodianos. Destacam-se obras com temas ligados à liberdade de expressão, à indústria do cinema e à crítica social. Ele viveu intensamente, produzindo entre o final dos anos 50 e o início dos anos 80, pensando o cinema como uma arte que pode ser feita com “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”.

Um de seus grandes amigos na juventude, o poeta e jornalista Florisvaldo Mattos, lembra com carinho e saudade dos tempos em que convivia com Glauber. A amizade entre os dois durou mais de 20 anos, de 1957 até a morte do cineasta, em 1981. Embora sem ter convivido com Glauber quando este foi servidor municipal, Florisvaldo lembra de como o amigo via cinema em tudo o que fazia. "Ele via cinema em tudo; tudo para ele tinha um enquadramento; a forma de como aquela cena poderia vista, construída, fotografada, filmada. Estando uma pessoa sentada numa cadeira, a conversar com outra, ele se postava diante, como se estivesse com a câmera na mão, mostrando como seria construída a cena. Agora, o interessante aí é que, para mim, como cineasta Glauber era intimamente um jornalista."

Glauber Rocha foi preso em novembro de 1965, por ter participado de um protesto contra a Ditadura Militar, durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Rio de Janeiro. Permaneceu 23 dias preso e viveu em exílio entre os anos de 1971 e 1976. Ele morreu em agosto de 1981, aos 42 anos, vítima de um choque bacteriano, dias depois de chegar ao Rio de Janeiro, vindo de Portugal. Na época, seu filho, o também diretor Eryk Rocha, tinha apenas três anos. Há quem diga que Glauber morreu de tristeza pela situação do Brasil. Ele era um dos três filhos de dona Lúcia e seu Adamastor. As irmãs morreram antes: Ana Marcelina, aos 11 anos, vítima de leucemia, e a atriz Anecy Rocha, aos 34 anos, ao cair no fosso de um elevador.

Da Secom Salvador

Intitulado o ‘país do futebol e do Carnaval’, o Brasil também tem um grande número de lugares assombrados. Mesmo sem figurar as principais listas de locais assustadores do mundo, o país é repleto de contos, narrativas e histórias de ‘arrepiar’.

O LeiaJá fez um roteiro com os locais assombrados do país, para quem deseja se aventurar (e se assustar) e conhecer o Brasil de um outro ângulo. Confira:

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Recife, PE

Considerada por muitos como a capital mais assombrada do Brasil, o Recife tem superlotação no quesito histórias de terror. A capital pernambucana não é só composta de pontes, rios e altos coqueiros, mas também de fantasmas, vultos e assombrações. Um lugar de fácil acesso e que tem uma das histórias mais cruéis e emblemáticas da cidade pode ser encontrada na Rua Nova, Santo Antônio.

A Emparedada, como é conhecida, conta a história de uma jovem que após engravidar teria sido presa, por seu pai, em um cômodo da casa e a porta teria sido coberta com um parede. Conta-se que gemidos e ruídos são ouvidos do cômodo em que a jovem teria sido enterrada viva, além de relatos de móveis e objetos se movendo sozinhos. A narrativa virou livro a foi editada em folhetim no ‘Jornal Pequeno’, entre 1909 e 1912, depois transformada em volume. Especula-se que a história teria sido baseado em um crime real.

 

Mossoró, RN

Na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte, no mês de maio e durante as madrugadas, o fantasma de Lampião pode ser visto cavalgando nos limites do município.

É o que acreditam os moradores da região, que creem que Lampião jamais aceitou a derrota na batalha de 1927 e de tempos em tempos faz uma ‘ronda’ pela cidade.

 

Salvador, BA

O Mercado Modelo é famoso em todo Brasil por seu histórico de comércio, com mais de 250 lojas, grande variedade de artigos de artesanato, lembranças e restaurantes, é também conhecido por ser cenário de hórridas narrativas.

De acordo com os lojista do mercado, dentro do local há ‘túneis assombrados’, que formalmente servem de dispensa, mas conta-se que antigamente eram usados como prisão para escravos vindo da África e que, posteriormente, pessoas que entram nos túneis nunca mais foram vistas.

 

Barbacena, MG

Cenário de uma das histórias reais mais cruéis do Brasil. O Hospital Colônia, em Barbacena, Minas Gerais, foi palco para um genocídio que matou 60 mil pessoas entre 1903 e 1980. Nesse período, pessoas que viviam à margem da sociedade como homosexuais, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e doentes eram internadas de forma compulsória.

Sem condições adequadas de sobrevivência, os pacientes eram submetidos às mais variadas formas de tortura. Após reforma antimanicomial, o local passou a abrigar apenas 160 pacientes. Pacientes e funcionários da instituição dizem ouvir choro, gritos e pancadas nas paredes de celas vazias em uma ala desativada há muitos anos.

 

Liberdade, São Paulo

Localizada num dos bairros mais badalados na capital paulista, a Capela da Santa Cruz dos Enforcados, também conhecida como ‘Igreja das Almas’ foi construída no mesmo local em que o cabo Francisco José das Chagas foi enforcado.

Em 1821, Chaguinha, como era conhecido, lutava por igualdade de salários e melhor tratamento aos soldados brasileiros, como punição ele foi enforcado. No entanto, no ato da execução, a corda arrebentou duas vezes, mas isso não impediu a morte do cabo. Desde então, Chaguinha é visto ‘passeando’ no local.

"Eu era gay, não podia ser trans", lembra a transformista Sharlene Esse. (Julio Gomes/LeiaJá Imagens)

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Rua Imperatriz, Centro do Recife, início dos anos 1980. Era debaixo das escadas de uma pensão antiga que um pequeno grupo de homens gays transgredia, em tons de purpurina e irreverência, o muro acinzentado do fim da ditadura militar. Cabia a Sharlene Esse a missão de entregar uma contrapartida financeira à dona do estabelecimento pelo “favor”. Caso circulassem pelas ruas “montados”, os transformistas corriam o risco de topar com figuras como “Aracati”, um policial bastante temido pela comunidade LGBT da época.

“A gente estava andando na rua à noite e as outras gritavam: ‘lá vem o Aracati!’, eu saia correndo, porque ele virou até lenda, atirou em muitas. Na época, só existia travesti e transformista. Eu era um gay, não podia ser ‘trans’, se não você era apedrejada”, explica Sharlene. Transformista, ela fez parte de uma cena que abalou as estruturas do teatro e da sociedade pernambucana, trazendo o artista LGBT para o centro da ribalta, muito antes de o debate ganhar a força que agora possui.

O pesquisador e professor do curso de teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Rodrigo Dourado frisa que o termo transformismo possui uma conotação essencialmente artística. “O transformismo remonta aos rituais primitivos, em que, para fins ritualísticos ou performáticos, uma pessoa se transforma em outra de outro gênero, assumindo vestes, voz e comportamentos típicos dele. Na Grécia antiga, por exemplo, não existiam mulheres em cena, sendo elas interpretadas pelos homens”, explica.

No Brasil, o primeiro gênero teatral a acolher artistas com identidade de gênero não-normativa foi o teatro de revista, que marcou o começo do século vinte. Nele, travestis protagonizavam espetáculos musicais ao lado das famosas vedetes. “Nos anos 1940, o teatro de revista vai ficando bastante marginal, um gênero desprezado pela elite e tido como vulgar. No Rio de Janeiro, o Teatro Rival torna-se uma referência para as transformistas. Lá, foi apresentado, na década de 1970, o espetáculo ‘Les Girls’, que estabelecia a cultura do teatro de revista no Brasil”, comenta.

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Nos anos 1980, o Recife receberia a influência carioca por intermédio do ator e diretor Barreto Júnior, reconhecido pela crítica por sua irreverência e seus papéis cômicos. Ambas, aliás, características centrais do grupo teatral Vivencial Diversiones, por cuja sede Sharlene costumava passar todas as manhãs ao ir para o colégio. Esse itinerário mudaria sua vida completamente. “Nasci em Bom Conselho em 1961 e vim para o Recife em 1975, com o objetivo de estudar. Na escola pública Renato Fonseca, fui aluna de teatro de Paulo de Castro. Passava pelo vivencial e ficava assustada, porque ele era conhecido como o ‘teatro dos frangos’. Eram as pessoas que mais incomodavam na cena cultural de Pernambuco: Perna Longa, Américo Barreto, Henrique Celibi, Guilherme Coelho e companhia”, completa. 

Aos 17 anos, como gosta de dizer, Sharlene começou a dar seus primeiros “pinotes” pela badalada noite do Recife. Misty, Mangueirão, Vogue e Stock eram algumas das numerosas boates ‘friendly’ da época, que empunham uma cartografia diferente à cultura cidade, ainda mais concentrada em uma região central movimentada e efervescente. “Sabe um endeusar? É você ver os sapatos, o batom, a boca, a peruca...Meu primeiro contato contato com o transformismo aconteceu num show que vi em uma das boates da cidade. Logo depois, fiz um teste na Misty, que ainda ficava na Rua do Riachuelo, e passei interpretando Donna Summer”, lembra Sharlene. As casas noturnas costumavam fechar um elenco fixo, no qual a transformista passou 11 anos, arrematando premiações locais, apresentações memoráveis e um dos primeiros Documentos de Registro Técnico (DRT) na categoria artística de Pernambuco.

Sharlene (dir) montada de Gal Costa ao lado de Jeison Wallace, interprete de Cindela. (Shalene Esse/arquivo pessoal)

Para atender melhor à demanda do público, Sharlene passou a estudar as performances de outras divas da cultura pop, como Mireille Mathieu, Liza Minnelli, Whitney Houston até chegar à personagem que lhe rendeu maior reconhecimento: Gal Costa. Em uma arte onde a fidelidade do figurino é quase tão importante quanto captar os movimentos típicos da cantora que se dubla, a transformista se inspirou primeiramente na capa do clássico disco “Gal Tropical” (1979) para montar-se com flores na cabeça e vestido vermelho. Em uma das apresentações, Sharlene foi ao banheiro acompanhada pela colega Vivi Bensasson e acabou esbarrando com um espectador ilustre. “A gente pegou Tim Maia fazendo xixi (risos). A gente nem sabia que ele estava na casa. Depois desse episódio, passamos um bom tempo conhecidas na noite como ‘as menininhas de Tim Maia’”, brinca. Era comum que artistas famosos e pessoas de fora do meio LGBT frequentassem os shows das transformistas.

Parceiro de Sharlene desde os tempos áureos, Odimir Felix Lins, artisticamente conhecido como Odilex, era a outra ‘doce Bárbara’ mais badalada do Recife. “O convite para interpretar Maria Bethânia partiu da Misty, durante o processo seletivo que fiz para poder entrar na casa. Claudete Bardot sugeriu que eu ouvisse o disco dela. Eu já tinha formação em balé”, lembra Odilex. Somados ao estudo da perfomance, o nariz avantajado, a magreza e longos cabelos crespos e negros, transformaram rapidamente o artista em um cover bastante fiel da baiana. Em uma noite de gala na Misty, Caetano Veloso, irmão de Bethânia, foi ao camarim para elogiar a interpretação. “Você tem o brilho do olhar de Bethânia”, resumiu o compositor, para a completa emoção de Odilex.

Odilex foi confundido com Maria Bethânia...Por ela mesma. (Chico Peixoto/LeiaJá Imagens)

A própria Maria Bethânia chegou a se confundir com Odilex ao se deparar com alguns retratos do transformista em cena. “Sou amigo de Irene Veloso, que é outra irmã de Bethânia; mostrou os registros para ela, que comentou: ‘não me lembro desse show’. Aí Irene explicou, ‘não Bethânia, esse é um rapaz que faz você no Recife’ (risos). Para mim, foi muito gratificante saber disso”, comemora Odilex. Nem só de artistas, intelectuais e LGBT’s, contudo, vivia a noite transformista. “Os grandes governadores do Estado viram nossas apresentações. E a gente fazia piada com político na cara deles, era comum. Também estavam na plateia famílias comuns, os teatros eram lotados. Era um glamour, posso dizer que sou uma diva do transformismo”, orgulha-se Odilex. 

O artista frisa que não é transexual, mas um homem gay. “O transformismo pressupõe que, ao final da performance, do ritual, o indivíduo retorna à sua expressão de gênero do cotidiano. Pode ser algo reversível, diferente da transformismo é algo reversível, diferente da identidade trans”, explica o pesquisador Rodrigo Dourado. Apesar disso, a exemplo do caso de Sharlene Esse, para algumas artistas, o transformismo foi um meio de se aproximar de uma identidade mais confortável, em tempos rígidos. “Acabou sendo uma porta de entrada para uma transição definitiva”, completa Dourado.

Glamour fora do país

Durante 30 anos, Márcia Vogue fez carreira de sucesso no exterior. (Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens)

Embora Sharlene Esse e Odilex tenham realizado turnês internacionais, suas carreiras eram baseadas no Recife. Era comum, contudo, que transformistas assinassem contratos com produtores europeus para temporadas inteiras no exterior. Após vencer um concurso de beleza aos 16 anos de idade, Márcia Vogue foi contratada por uma agência de artistas da Suíça. “Muitas pessoas tentaram chegar na Europa pela arte da transformação, mas eram homens gays e, ao chegarem lá, era mandados de volta pelo empresário. Eu já tomava hormônio desde os 14 anos de idade. O patrão queria a pessoa pronta, que só precisasse se maquiar e pentear o cabelo, não quem ainda precisasse se montar ou raspar uma barba”, lembra.

Com contrato assinado e passaporte em mãos, Márcia Vogue logo se especializou em dança do ventre, através da qual foi levada a países como Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Tailândia e Irlanda. Estrela em sua arte, a transformista passou trinta anos fora do Brasil, hospedando-se em cabarés e conhecendo as mais diversas culturas. “No ano passado, decidi brincar de vestibular. Fiz a prova para o curso de serviço social da UNINABUCO, passei e voltei a morar no Recife”, conta.

Ao contrário das colegas, Márcia acredita que as estrelas do antigo transformismo foram esquecidas. “Todos os sonhos que quis, já realizei. Se morrer amanhã, morro feliz. Hoje em dia, com essa coisa de redes sociais, todo mundo é diva, porque você não vai pintar sua própria figura de maneira pejorativa. Na minha época, quem dizia que você era boa no palco era a mídia, não o Facebook”, afirma. Márcia também se sente incomoda com a abordagem dos atuais programas de TV sobre o transformismo. “Eu tenho muitas matérias guardadas: Silvio Santos, Globo e jornais impressos, a mídia tinha interesse, não tem mais. Você liga a TV ao meio dia, vê uma transformista chamando os outros de ”bicha”, “viado”, acho horrível, uma falta de respeito. Tem gente que aceita tudo pra aparecer”, lamenta.

Rumos no século XXI

Entre os anos 1986 e 2000, Odilex e Sharlene integraram o elenco do espetáculo “Salve-se quem puder”, uma colagem teatral satírica dos costumes da sociedade brasileira, que contava com grande elenco. “Mais de 25 pessoas em cena, incluindo vedetes e bailarinos. Começamos no Teatro Apollo, que só tinha capacidade para cerca de 300 pessoas e ficou pequeno, o que fez a gente se mudar para o Teatro Santa Isabel. O mais importante foi essa coisa de desmistificar que o gay era a escória, mostrar que éramos artistas levando entretenimento”, ressalta Odilex. De acordo com o transformista, uma das razões do fim das apresentações do projeto foi o encarecimento da pauta nos grandes teatros. “O Santa Isabel foi praticamente privatizado e também já não temos os patrocínios de antes”, completa Odilex.

As doces bárbaras: Odilex e Sharlene Esse contracenando com as personagens Maria Bethânia e Gal Costa. (Reprodução da internet)

Paralelamente às dificuldades financeiras dos nababescos espetáculos transformistas, se solidificava no Brasil a cultura Drag Queen, uma tendência norte-americana que invadira as boates paulistanas no início dos anos 1990. “Transformismo é um guarda-chuva maior, eu diria que a drag queen é uma transformista, no entanto, percebo nelas uma grande influência da cultura punk, no sentido de não buscarem se parecerem com mulheres, é quase uma cultura monstro. Sempre observei que, no Recife, as drags são as estranhas, americanizadas”, coloca o pesquisador Rodrigo Dourado.

Famosa por performar Vanusa e Elba Ramalho nos anos 1980, a transformista Raquel Simpson acredita que, depois dos anos 1990, com exceção a Cinderela, o público da cultura transformista tradicional caiu. “Os donos das casas noturnas foram fechando os espaços, como aconteceu com a MKB recentemente”, afirma. O caminho que Raquel encontrou para seguir na carreira artística foi focar sua atuação no ramo infantil. “Agora trabalho muito pouco como transformista, em saunas. Trabalho em espetáculos como Lelê & Linguiça, que estamos trazendo para as crianças”, acrescenta. Simpson, que ganhou até um documentário sobre sua trajetória artística (“Garota, Bem Garota”, de Marlom Meirelles), agora sonha em deixar o meio, mas garante que não se arrepende do caminho que percorreu. “Foi aquilo que a vida propôs para mim. Quando você vem ao mundo traz um carma, o meu está sendo cumprido, tenho fé em Deus”, resume.

Raquel Simpson ficou famosa por interpretar cantoras como Elba Ramalho e Vanusa. (Julio Gomes/LeiaJáImagens)

Para Odilex, o ocaso de algumas transformistas, contudo, não tem a ver com a ascensão das drags. “Quem é bom não perde espaço, estou há 40 anos na noite. Outros faleceram, não cabem mais dentro do vestido, porque engordaram ou foram procurar outras áreas. E essa invasão dos modismos, de bater cabelo-até hoje não sei como elas aguentam rodar tanto a cabeça...Perderam a essência do artista, de estudar para criar o personagem”, opina. Já Sharlene, que agora vive do trabalho de bartender em eventos particulares, atuando ocasionalmente como transformista, acredita que a vertiginosa queda do número de casas noturnas diminuiu suas possibilidades artísticas. “Hoje em dia é muito fácil você sair de casa montada. Aqui no Recife estava acontecendo um falatório entre as pessoas que estão querendo fazer a noite que as ‘véias’ não tinham mais nada que apresentar. Velhas somos nós, que fizemos a história e elas estão pegando carona”, critica Sharlene.

Se as transformistas pernambucanas já encarnavam divas estrangeiras, as drag queens passaram a trabalhar quase que integralmente com elas. Rodrigo Dourado acredita que, de fato, parte da comunidade drag queen local ignora completamente a história das primeiras transformistas. “Acho que existem duas culturas drag queen no Recife, uma mais periférica, que ainda possui conexão com as transformistas mais velhas, e outra de classe média, a Geração Ru Paul (reality show norte-americano), fluente em inglês e com recursos para se montar. Esses não querem nem saber das transformistas antigas, as referências são pessoas de fora do país. É um movimento colonizado”, explica.

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Diante desse cenário, quem continuou na noite com o transformismo acabou encontrando palco em espaços de socialização de homens gays (geralmente com mais de 40 anos), sobretudo nas saunas locais, algumas delas com estrutura para receber até 300 pessoas. “Quando se fala em sauna, tem que gente que acha que é um lugar para se fazer sexo. Tem quem queira, mas é um ambiente onde os amigos se encontram para confraternizar, ‘tomar uma’ e dar uma relaxada. A maioria das pessoas que estão nas saunas não curte o ambiente da boate”, comenta Odilex.

Começa na próxima sexta (15), a segunda edição do Sakura Anime Fest, no Shopping Paulista North Way. Este ano, o evento terá uma programação de três dias homenageando o universo feminino da cultura pop e japonesa. Os visitantes poderão levar um quilo de alimento não perecível para doação à creches carentes do município de Paulista.

Até o próximo domingo (17), o evento promoverá shows, balada, cosplay, free games, concursos, além dos estandes temáticos de todo o Brasil com novidades do universo geek. Também haverá concursos de Kpop e apresentações de cantoras femininas de anime.

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Uma das convidadas desta edição será Gabi, uma artista da música Pop/Bpop, que integra uma girl group chamada The Queens e também ataca em seu projeto solo. Gabbi já participou duas vezes no concurso Kpop Latino AMérica, na Argentina, representando o Brasil com o seu grupo.

Serviço

Sakura Anime Fest 2

Sexta (15) a Domingo (17) | 11h às 20h

Paulista North Way Shopping (Rodovia PE-15, Km 16.5, 242 – Centro, Paulista)

Gratuito

De um lado, a Veneza pernambucana. Do outro, a rainha da paz dos mosteiros da Índia. Duas irmãs, Recife e Olinda, se completam e guardam consigo histórias únicas, que fazem todo bom pernambucano cair de encantos. Nesta terça-feira, 12 de março, as duas cidades fazem aniversário de 480 anos (Recife) e 482 (Olinda).

O fato é que cada uma tem sua particularidade que alguém se identifica. Você sabe qual das duas tem mais seu estilo? Participe do nosso Quiz e descubra:

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Publicado originalmente no site da UNINASSAU

  A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe prorrogou o prazo de inscrições para editais e convocatórias em curso nos órgãos. A determinação decorre da observação de que o período de Carnaval prejudicou o trabalho de muitos grupos, artistas e produtores que poderiam ter feito suas inscrições.

Para participar das seleções, os interessados devem estar cadastrados na plataforma Mapa Cultural e obedecerem os critérios estabelecidos em cada publicação. Confira os novos prazos:

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O edital do Pernambuco de Todas as Paixões agora vai até o dia 15 de março (sexta-feira) e visa premiar montagens da Paixão de Cristo em todo estado. O valor pode chegar a R$ 40 mil por grupo.

Os interessados em submeter projetos ao edital de Microprojeto Cultural terão até o dia 12 de abril para fazê-lo. O edital é uma novidade dentro do Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco (Funcultura). Lançado no final de 2018 pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, o objetivo é incentivar projetos artístico-culturais de baixo orçamento.

Também fica para próximo dia 15 de março (sexta-feira) o fim do prazo para as inscrições da Convocatória de Ocupação de Pautas do Teatro Arraial Ariano Suassuna para o primeiro semestre de 2019. É necessário apresentar uma proposta de encenação, a sinopse do espetáculo, o histórico do grupo, coletivo, companhia ou trupe, a ficha técnica, a encenação e o currículo da equipe principal.

A Secult-PE/Fundarpe também estende para o dia 10 de maio o término das inscrições do 4º Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia. A premiação contemplará, na área de Dramaturgia, obras inéditas nas categorias: Teatro Adulto, Teatro de Animação e Teatro para Infância. Já no segmento de Cultura Popular, o prêmio será concedido a Mestres e Mestras, além de Grupos/Comunidade com experiência na transmissão dos saberes e fazeres, dedicadas às expressões artísticas ou culturais populares, com reconhecimento da comunidade onde vivem.

*Com informações da assessoria

Do alto dos seus 482 anos, a cidade do Recife coleciona casos de amor com seus moradores e visitantes. Um deles, filho da terra, o poeta Manuel Bandeira, cantou o lugar como talvez ninguém mais tenha conseguido: "o recife sem história nem literatura; Recife sem mais nada", onde "tudo parecia impregnado de eternidade". Os belos versos ilustram bem quão apaixonados são os recifenses, e a cidade tão cheia de encantos também faz apaixonar quem a visita. Nesta terça (12), dia em que a capital pernambucana completa mais um ano de história, listamos algumas das coisas que a tornam uma das mais apaixonantes do país e, por que não dizer, do mundo (porque recifense é megalomaníaco mesmo). Confira.

Carnaval Multicultural

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Não por acaso, o aniversário do Recife acontece logo após à maior festa realizada na cidade: o Carnaval. E ele não é um simples carnaval, mas sim vários em um só. Na folia recifense você encontra maracatu, escola de samba, troças de frevo, blocos pequenos, bloco que arrasta mais de um milhão de foliões, ursos, bois, afoxés, programação de dia e de noite e até show do Jota Quest e dos Titãs. Tem folia para tudo quanto é gosto e de tudo quanto é jeito. Impossível não amar.

Duas estações climáticas por ano

Quem mora no Recife não tem muita dor de cabeça para organizar o guarda-roupa. A cidade dispõe de apenas duas estações climáticas: verão e chuva. É sempre quente, mas de repente pode cair uma chuvarada, o que classifica a capital como bipolar. Muito fácil de resolver, é só sair com uma regatinha e aquele casaquinho de reserva na bolsa. Pode parecer um pouco irritante logo de cara, mas acaba sendo motivo de diversão e muitas piadas.

Placa de tubarão

Recife tem uma extensa faixa de praia urbana que não pode ser utilizada para banho por motivos de: tubarão. Sim, a proximidade com a natureza é tamanho (devido ao desequilíbrio ambiental, vale salientar), que as visitas desses animais acontecem vez por outra. Fato é que as placas de sinalização para os banhistas, avisando sobre os bichos, acabaram virando atração turística e mais uma brincadeira entre os recifenses e visitantes. Pode rir e tirar foto à vontade, mas tome muito cuidado com o tubarão.

Galo Gigante

Já falamos de Carnaval, é verdade, mas o Galo Gigante, aquela ave em tamanho grandioso que é levantado no meio de uma das pontes centrais do Recife, a Duarte Coelho, é um dos xodós de todo recifense. Ele fica lá, imponente e poderoso, durante todo o Carnaval, fazendo referência ao maior bloco da cidade, o Galo da Madrugada, e é ponto de farra e muitas fotos para locais e turistas. Todos os anos, a espera pelo Galo quase mata o folião de ansiedade, todo mundo quer saber como vai ser a obra da vez. Isso fez nascer uma nova tradição recifense, há cerca de três anos, os comentários e suposições sobre o Galo têm virado até meme. Fato é que o recifense gosta tanto do 'bicho' que ele deveria ficar montado o ano inteiro bem no meio da cidade.

Shoppings

Se tem uma coisa que recifense gosta mais do que cerveja gelada e caldinho na praia, é shopping. São mais de 10 em toda a Região Metropolitana, todos com as mesmas lojas, mesmas lanchonetes, quase as mesmas atrações e quase sempre do mesmo modo: lotados. Não se sabe se é pelo conforto do ar refrigerado ou pela possibilidade de encontrar tudo em um só lugar sem tem que queimar a cara no sol escaldante do centro, ou melhor, da cidade, mas por essas bandas, o povo gosta é muito de um centro de compras.

Pontes e ruas com nomes poéticos

Ponte Duarte Coelho, Ponte Velha, Ponte Maurício de Nassau; Rua da Saudade, Rua das Ninfas, Rua do Sol, Rua do Progresso, Rua da Aurora. O recife encanta até nos nomes dos logradouros, pontes e bairros (Casa Forte, Boa Vista, Coelhos). Os recifenses amam viver em um lugar com endereços tão poéticos, mas a verdade é que poucos sabem de cor os nomes de todas as pontes e ruas.

'Malassombro'

Uma cidade tão antiga, com quase 500 anos, tinha que ter muitas lendas, causos e histórias mal assombradas. Pois o Recife tem e muitas. As lendas recifenses são tão famosas que já viraram livro, filme e até série de TV. Gilberto Freyre que o diga; o escritor imortalizou muitos desses causos no seu antológico 'Assombrações do Recife Velho'. Os locais adoram revisitar essas histórias e assustar os visitantes.

Brega é a música do recifense

Pernambuco é berço de um dos ritmos musicais mais bonitos já inventados pela humanidade, o frevo. Todo recifense se orgulha disso e, muito embora nem todos saibam dançar, mas, pelo menos, todos adoram um frevinho. Porém, apesar da frevança, do manguebit e de tantos outros ritmos tradicionais, o que impera mesmo no Recife é o brega. Da periferia até as mais altas coberturas da Zona Sul, não há aquele que não conheça um versinho de Reginaldo Rossi, o Rei do Brega, ou um passinho de Kelvis Duran, o príncipe. É a música do recifense e como o próprio Rei cantava: "Recife tem um coração; Tem muito calor, muita emoção".

Fotos: Rafael Bandeira/Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Pixabay

 

Para fazer a inauguração do segundo andar, uma loja de móveis de Porto Velho, Roraima, está fazendo uma prova de resistência com os clientes. Inspirado nas provas do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, o cliente que sair por último da cama box ganhará o móvel. Até agora os clientes resistem.

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A prova começou às 16 horas desta terça-feira (11) e o ao vivo feito pela loja Móveis Collumbos já conta com mais de 520 compartilhamentos, 2 mil curtidas e cerca de 82 mil visualizações, com uma média de 900 pessoas acompanhando direto o ao vivo. Uma sacada e tanto da loja que, "de graça", está conseguindo repercutir a disputa e o seu nome.

A brincadeira de resistência foi anunciada pela Collumbos na última sexta-feira (8), por meio de sua conta do Facebook. As regras do jogo também foram compartilhadas:

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A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos da Imprensa de Pernambuco (Arfoc-PE) promove nesta terça-feira (12), às 19h, um debate sobre Direito Autoral na fotografia e no audiovisual. O evento é direcionado a fotógrafos e cinegrafistas e acontece na Boa Vista, área central do Recife.

O advogado especialista em Direito Autoral e Direito do Entretenimento Adriano Araújo abordará aspectos da Lei nº. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 consolida a legislação sobre os direitos autorais, que se refere aos direitos que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação.

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O evento acontece através da Assocializando Arfoc, momento de socialização entre associados da entidade. O acesso ao bate-papo é gratuito e as inscrições podem ser feitas através do Sympla.

Serviço

Debate sobre Direito Autoral na fotografia e no audiovisual

12 de março | 19h

Sede da Arfoc-PE (Avenida Conde da Boa Vista, nº 1424- Recife)

Entrada gratuita 

A Miss Minas Gerais Júlia Horta venceu o concurso Miss Brasil 2019 que aconteceu na noite do último sábado, dia 9, em São Paulo. Além de jornalista, Júlia, de 24 anos de idade, é também apresentadora, blogueira e influenciadora digital. Ela é natural de Juiz de Fora e irá representar o Brasil no Miss Universo.

Luana Lobo, de 24 anos de idade, que representava o Ceará ficou em segundo lugar. A modelo e estudante de direito e Miss São Paulo Bianca Lopes, de 22 anos de idade, ficou na terceira colocação do concurso.

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Júlia recebeu uma coroa em ouro branco e toda cravejada em pedras das mãos da amazonense Mayra Dias, eleita a Miss Brasil 2018. No júri deste anos, estavam o estilista Alexandre Herchcovitch, os consultores de beleza Marcos Proença e Wanderley Nunes, a atriz Luiza Brunet, as empresárias Rachel Maia e Leila Schuster, a jornalista Mônica Salgado e Ricky Hiraoka, e a youtuber Taciele Alcolea.

 

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